Terça-feira, 26 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Inflação para o consumidor recua na segunda semana de dezembro

Compartilhe esta notícia:

Sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. (Foto: Banco de Dados)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,34% na segunda semana de dezembro, 0,05 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana anterior, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo habitação (0,53% para 0,21%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 2,01% para -0,23%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos transportes (0,92% para 0,74%) e comunicação (0,01% para -0,11%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens tarifa de ônibus urbano (-0,58% para -1,21%) e pacotes de telefonia fixa e internet (2,17% para 1,62%).

Em contrapartida, os grupos alimentação (-0,14% para 0,02%), educação, leitura e recreação (0,92% para 1,08%), saúde e cuidados pessoais (0,35% para 0,36%), vestuário (0,31% para 0,55%) e despesas diversas (0,03% para 0,14%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens laticínios (0,16% para 0,38%), passagem aérea (15,46% para 20,89%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,33% para -0,10%), roupas (0,11% para 0,57%) e clínica veterinária (0,22% para 0,82%).

Gás e luz

Os trabalhadores mais pobres foram os mais afetados pela alta das tarifas de energia elétrica e do preço do gás do botijão em novembro, segundo o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda.

O impacto da alta de 4,6% na energia elétrica e de 1,6% no gás no período teve um impacto quase três vezes maior sobre a inflação dos mais pobres do que sobre a dos mais ricos. De acordo com os cálculos do Ipea, a alta desses custos com habitação teve um impacto de 0,29 ponto percentual entre pessoas cuja renda familiar é inferior a R$ 900 mensais. Já entre aqueles cuja renda familiar é superior a R$ 9.000, o impacto foi de 0,11 ponto percentual.

Por outro lado, a contínua queda do preço dos alimentos vem aliviando o custo de vida dos mais pobres, grupo no qual esses produtos têm maior peso. Em novembro, os alimentos completaram sete meses seguidos de preços mais baixos, ao registraram queda de 0,38%, de acordo com o IBGE. Para os mais pobres, isso significou um recuo no impacto da inflação de 0,16%, enquanto entre os mais ricos, a queda foi de 0,05%.

“De fato, a significativa desaceleração no preço dos alimentos ao longo do ano se constitui no principal foco de alívio inflacionário em 2017, especialmente para as classes de menor poder aquisitivo”, afirmou, em nota, Maria Andreia Parente Lameiras, pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Ipea.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Mega-Sena acumulada pode pagar mais de R$ 43 milhões nesta terça-feira
No Twitter, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, evita usar a palavra “Previdência”
Pode te interessar