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Geral Início da COP30 registra 111 metas climáticas entregues, o que representa 71% das emissões globais

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O número deu um salto nessa segunda-feira (10) devido, principalmente, à inclusão dos 27 países integrantes da União Europeia na lista. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

No primeiro dia da COP30, a convenção de clima das Nações Unidas em Belém (PA), chegou a 111 o número de entregas das metas climáticas, as chamadas NDCs (sigla em inglês para Contribuições Nacionalmente Determinadas). Segundo levantamento da plataforma Climate Watch, esse total representa 71% das emissões globais de gases de efeito estufa.

O número deu um salto nessa segunda-feira (10) devido, principalmente, à inclusão dos 27 países integrantes da União Europeia na lista. Até sexta-feira (7), apenas o documento do bloco econômico tinha sido contabilizado. A NDC da UE vale para todos os países do bloco, que submetem uma cópia do mesmo documento individualmente.

Os planos nacionais são uma determinação do Acordo de Paris e precisam ser atualizados pelos 197 signatários a cada cinco anos (esse total inclui Irã e Líbia, que assinaram o acordo, mas não o ratificaram). No entanto, só uma minoria dos governos cumpriu o prazo original da ONU, de fevereiro, e nem mesmo a extensão da data limite até setembro foi o suficiente. Agora 86 estão pendentes.

Entre os atuais dez maiores poluidores, Índia, Irã e Arábia Saudita ainda não submeteram seus planos nacionais à UNFCCC, braço climático da ONU.

O órgão publicou, também nessa segunda-feira, uma atualização da sua análise das metas climáticas entregues. O relatório considera 86 NDCs, enviadas por 113 integrantes do tratado (ou seja, a meta da União Europeia é contabilizada apenas uma vez).

Com base nos documentos, a UNFCCC estima que, caso as metas sejam atingidas, as emissões de carbono devem cair cerca de 12% até 2035, comparado aos níveis de 2019. O valor é muito abaixo do corte de 60% considerado necessário para conter o aquecimento global em 1,5°C até o final do século.

Apesar disso, o relatório aponta que o cenário seria muito pior sem as medidas adotadas na última década. “Isso se compara a um aumento projetado nas emissões entre 20% e 48% para 2035, antes da adoção do Acordo de Paris”, diz o texto.

O documento mostra, ainda, que as emissões globais estão finalmente começando a atingir o pico — ou seja, estão parando de subir e começando a se estabilizar.

“(Esse é) um ponto de virada há muito esperado, mas ainda estamos avançando muito lentamente”, afirma Andreas Sieber, diretor associado de política e campanhas da ONG internacional 350.org, ressaltando que é necessário cinco vezes mais ambição para cumprir a meta do 1,5°C.

“A COP30 deve tratar essas promessas como o teto, não o piso, e responder com um plano para superar essa lacuna perigosa por meio de uma transição rápida e equitativa dos combustíveis fósseis para a energia renovável”, diz.

A síntese das NDCs já entregues servirá para embasar as negociações climáticas da COP30 ao longo das próximas duas semanas — a conferência acaba no dia 21.

A lacuna entre o corte de emissões necessário e a falta de ambição das promessas dos países é um dos pontos que podem ser incluídos na agenda oficial das negociações. Um pedido para a inclusão desse tema foi feito pelo bloco dos pequenos países insulares —alguns dos mais atingidos pelo aumento das temperaturas.

Esse é, porém, um dos pontos mais contenciosos da pauta. Uma decisão sobre esse e outros pontos divisivos deve ser tomada até quarta-feira (12). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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