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Brasil INPC fecha em 3,9% e reajuste das aposentadorias acima do mínimo ficará abaixo da inflação oficial

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A aplicação do novo valor, no entanto, ainda depende da publicação de portaria do governo federal no Diário Oficial da União.

Foto: ABr
Serviços serão retomados na segunda-feira (2). (Foto: ABr)

O fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 3,90% em 2025 indica que o reajuste das aposentadorias e pensões do INSS pagas acima do salário mínimo ficará abaixo da inflação oficial do país. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como referência geral da inflação, encerrou o ano com alta de 4,26%.

Como o INPC é o índice que serve de base para a correção dos benefícios pagos acima do piso nacional, a diferença entre os dois indicadores aponta perda de poder de compra para esse grupo de segurados. Com isso, o teto da Previdência Social deverá passar de R$ 8.157,41 para R$ 8.474,55 em 2026.

Reajuste oficial

A aplicação do novo valor, no entanto, ainda depende da publicação de portaria do governo federal no Diário Oficial da União (DOU), que oficializa os montantes a serem pagos.

Para os segurados que recebem um salário mínimo, o reajuste é automático e acompanha a atualização do piso nacional. O novo valor do salário mínimo, de R$ 1.621, passou a valer a partir da última quinta-feira (1º).

Resultado mensal

O INPC registrou alta de 0,21% em dezembro, resultado 0,18 ponto percentual acima do observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, o índice havia sido de 0,48%. No acumulado de 2025, o indicador avançou 3,90%, ficando 0,87 ponto percentual abaixo dos 4,77% registrados em 2024.

No último mês do ano, os produtos alimentícios aceleraram, ao passar de queda de 0,06% em novembro para alta de 0,28% em dezembro. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,19%, ante 0,06% no mês anterior.

Diferenças regionais

Entre as regiões pesquisadas em dezembro, Porto Alegre apresentou a maior variação, de 0,57%, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (3,87%) e das carnes (2,04%). Já Curitiba registrou a menor variação, com queda de 0,22%, associada aos recuos da energia elétrica residencial (-3,23%) e das frutas (-4,82%).

No acumulado do ano, os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Em 2024, as variações haviam sido de 7,60% e 3,88%, respectivamente.

Considerando os índices regionais de 2025, a maior variação foi observada em Vitória (4,82%), puxada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (17,65%) e do aluguel residencial (9,06%).

Entenda o INPC

O INPC é utilizado como índice de reajuste das aposentadorias desde 2003. Até 2006, não havia um indicador oficial único para esse fim. Antes disso, chegaram a ser utilizados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos administrativamente.
Calculado pelo IBGE desde 1979, o INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, tendo como referência o chefe assalariado. O índice abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

Já o IPCA, considerado a inflação oficial do país, contempla famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda, e cobre as mesmas áreas geográficas.

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