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Brasil Instituto alemão de vacinas elogia a eficácia do imunizante da AstraZeneca

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Policia italiana encontrou 29 milhões de doses da vacina AstraZeneca, que seriam exportadas para o Reino Unido. (Foto: Reprodução)

O chefe do regulador de vacinas da Alemanha descreveu nesta quinta-feira (14) a taxa de eficácia da vacina da AstraZeneca contra covid-19 como excelente, depois que alguns cientistas australianos expressaram ceticismo sobre sua eficácia.

Em comentário durante entrevista coletiva online, o presidente do Instituto Paul Ehrlich, da Alemanha, Klaus Cichutek, disse que houve algum debate sobre o melhor padrão de uso da vacina.

“Ainda assim, a eficácia continua notável e excelente”, disse ele, citando dados.

A vacina da AstraZeneca, desenvolvida com a Universidade de Oxford, demonstrou em um ensaio ter eficácia de pelo menos 62%, com o regulador de saúde britânico identificando uma eficácia de 80% sob um determinado padrão de administração.

Isso se compara à eficácia de cerca de 95% para as vacinas desenvolvidas pela Pfizer e a parceira BioNTech, e pela Moderna.

Alguns cientistas australianos propuseram adiar a inoculação em massa usando a vacina da AstraZeneca e considerar uma injeção diferente.

Os órgãos da União Europeia avaliam e aprovam as vacinas contra covid-19 para uso na Alemanha, mas o Instituto Paul Ehrlich está envolvido nesse processo, juntamente com outras agências nacionais dos Estados-membros.

Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) irá aguardar a definição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o pedido de uso emergencial das doses importadas da vacina da AstraZeneca antes de apresentar pedido de registro definitivo para o imunizante que será produzido pela instituição, afirmou o vice-presidente da Fiocruz encarregado do projeto da produção da vacina.

Inicialmente, a Fiocruz apresentaria nesta sexta-feira (15) à Anvisa o pedido de registro definitivo da vacina desenvolvida pela AstraZeneca que será produzida pela fundação.

Segundo Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, houve um ajuste no calendário devido ao pedido de uso emergencial para as doses importadas da Índia, que anteriormente não estava previsto, “mas que na verdade adianta também o outro, porque já foram analisadas quase oito mil páginas de documentos”, disse ele.

A Anvisa vai se reunir neste domingo (17) para decidir se aprova o uso emergencial de 2 milhões de doses de vacina da AstraZeneca a serem importados da Índia, a pedido da Fiocruz, bem como de 6 milhões de doses da CoronaVac, da Sinovac, a pedido do Instituto Butantan.

O adiamento da apresentação do pedido à Anvisa ocorre depois que a Fiocruz foi forçada a atrasar a previsão de chegada ao Brasil do insumo farmacêutico ativo da AstraZeneca para a produção local das vacinas, que estava prevista para a semana passada. Agora, a expectativa é que o insumo chegue até o fim do mês.

O imunizante é a principal aposta do governo federal para a vacinação dos brasileiros a fim de conter a pandemia do novo coronavírus no País. Até o fim do ano, o governo federal espera contar com mais de 200 milhões de doses da vacina da Fiocruz.

A expectativa do governo federal é iniciar a imunização contra a covid-19 no País na quarta-feira (20), no melhor cenário, dependendo da aprovação regulatória da Anvisa e da disponibilidade de imunizantes.

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