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Brasil Integrantes do PCC foram mortos dentro de presídio no Rio Grande do Norte

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Complexo Prisional de Alcaçuz. (Foto: EBC)

Dois presos que faziam parte do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram mortos na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, no Complexo Prisional de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal. Os corpos de Lázaro Luís de França Ferreira, 34 anos, conhecido como “Nego Lázaro”, e Shakespeare Costa de França, 24 anos, chamado de “Sheik”, estavam amarrados pelos pescoços com lençóis às grades de uma cela. Eles foram encontrados por agentes penitenciários na noite de domingo (25).

A investigação da Polícia Civil seguirá duas linhas: sobre uma disputa interna pela liderança do PCC no Rio Grande do Norte e sobre suposta saída dos dois presos assassinados da facção e fundação de outra, identificada como Legião do Norte. Não se sabe, por enquanto, se as mortes em Alcaçuz têm ligação com o crime do início do mês no Ceará – o assassinato de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, líderes do PCC, numa emboscada.

Os detentos respondiam por tráfico de drogas, homicídio, assalto, porte ilegal de armas e eram considerados de alta periculosidade. Dois dos outros dez presos que dividiam a cela com as vítimas assumiram a autoria das mortes, segundo o delegado Eloy Xavier.

As mortes do fim de semana em Alcaçuz ocorreram pouco mais de um ano após a rebelião que deixou 26 detentos mortos, a maioria por decapitação, e grande parte da cadeia destruída. Atualmente, o maior complexo prisional potiguar abriga mais do que o dobro da capacidade nominal de presos – 942 vagas oficiais; 2.045 presos atualmente.

“Não há guerra em SP”

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, disse na sexta-feira, 23, que não acredita que as mortes de integrantes do Primeiro Comando da Capital deflagarão uma guerra no Estado. “É evidente que há um desentendimento. Mas não acreditamos que haverá a guerra, uma guerrilha, no Estado. Os reflexos são mais ligados aos próprios integrantes da facção”, disse.

Ele confirmou que a principal linha de investigação da morte de Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, que aconteceu na noite de quinta-feira (22), na zona leste, aponta para uma ligação com o assassinato de lideranças do PCC na semana passada no Ceará. Mágino disse acreditar que os investigadores deverão pedir a prisão de Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, ligado ao caso do Ceará.

O secretário disse ainda estar mantendo contato com a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) para monitorar os atos do PCC. “Tenho falado com o Lourival (Gomes, secretário da SAP) e não estamos detectando nenhum tipo de anormalidade no sistema prisional. Isso não nos causa inquietação com relação ao risco de movimentos maiores”, disse.

O titular da pasta da Segurança Pública acrescentou que o setor de inteligência e o Deic (Departamento de Investigações Criminais) estão auxiliando as autoridades cearenses a apurarem o duplo assassinato da semana passada. Sobre a morte de quinta, ele classificou como “ação isolada” e disse que o “desentendimento pontual” não deve atingir a sociedade, mas sim ficar restrito aos membros da facção.

Suposto líder do Primeiro Comando da Capital na Baixada Santista, Wagner Ferreira da Silva, de 32 anos, foi morto a tiros na noite de quinta-feira em frente a um hotel no Jardim Anália Franco, zona leste de São Paulo. Silva, conhecido como Waguininho ou Cabelo Duro, informou aos demais membros da facção criminosa que a morte de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, no Ceará, na sexta-feira passada,16, havia sido uma ordem dada por Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, apontado pela inteligência da polícia como sócio de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC.

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