Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de maio de 2018
Ferramentas de IA (inteligência artificial) aumentam o risco de uma guerra nuclear e sua aplicação na indústria bélica pode deixar o mundo à beira da destruição.
A conclusão é de um relatório recente do centro de estudos norte-americano Rand Corp.
O trabalho contempla usos militares de tecnologias de “machine learning” (aprendizado de máquinas) que também inspiram gigantes civis – em 2016, Google, Amazon, Microsoft e Apple investiram US$ 30 bilhões em pesquisas, diz a consultoria McKinsey.
Estão destacados os possíveis ganhos, como a maior precisão das armas e o potencial de mitigar erros humanos.
O potencial destrutivo, contudo, sobressai. Segundo o estudo, atribuir a sistemas de IA o controle sobre armas nucleares pode ser o primeiro passo para a extinção humana.
Nos meios militares, já há sistemas cujas redes imitam o cérebro humano e dispositivos capazes de aprender a andar, combater incêndios, evitar radares e tomar decisões a partir de algoritmos.
“Não é mais um cenário de filmes”, diz Andrew Lohn, coautor do estudo e especialista em IA para fins pacíficos, como identificar sons de baleias e prever placares de jogos de basquete.
Elon Musk, o bilionário que planeja colonizar Marte, concorda. Em março, o fundador da Tesla disse que os avanços em IA são a mais provável causa de uma 3ª Guerra Mundial.
“Eu estou muito perto da vanguarda em IA e ela me assusta pra cacete.”
Musk citou a tecnologia AlphaGo Zero, que aprendeu sozinha o jogo chinês de estratégia Go. Após três dias de “estudo”, a máquina derrotou o campeão mundial por 100 a 0.
As potências mundiais parecem concordar com ele.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, já disse que essa corrida tecnológica vai decidir a liderança do mundo.
Entre outros projetos, seu governo planeja um submarino que, caso o país seja atacado, atravessa oceanos com uma ogiva para revidar.
Já a China, que ambiciona ser a líder mundial em IA até 2030, desenvolveu um algoritmo que pode ativar rede de drones militares, à semelhança dos enxames de abelhas.
Os EUA testam barcos autônomos que rastreiam e atacam submarinos a milhares de km. E, segundo os russos, já usam na Síria drones com mísseis capazes de rever curso e alvos sem ação humana.
Nos meios militares, já há sistemas cujas redes imitam o cérebro humano e dispositivos capazes de aprender a andar, combater incêndios, evitar radares e tomar decisões a partir de algoritmos.
“Não é mais um cenário de filmes”, diz Andrew Lohn, coautor do estudo e especialista em IA para fins pacíficos, como identificar sons de baleias e prever placares de jogos de basquete.
Elon Musk, o bilionário que planeja colonizar Marte, concorda. Em março, o fundador da Tesla disse que os avanços em IA são a mais provável causa de uma 3ª Guerra Mundial.
“Eu estou muito perto da vanguarda em IA e ela me assusta pra cacete.”
Musk citou a tecnologia AlphaGo Zero, que aprendeu sozinha o jogo chinês de estratégia Go. Após três dias de “estudo”, a máquina derrotou o campeão mundial por 100 a 0.
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