Terça-feira, 24 de março de 2026
Por Redação O Sul | 23 de dezembro de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O combate efetivo ao narcotráfico passa por um trabalho de inteligência fundamental para descobrir rotas e estancar as remessas de drogas que entram e saem pelas fronteiras do Brasil. O diagnóstico é do general da reserva do Exército, Alberto Cardoso, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República.
Segundo Cardoso, mais de 80% dos crimes violentos registrados no Brasil têm relação direta com o narcotráfico. “Isso é um campo de guerra”, compara. Cardoso foi um dos palestrantes do 14º Enecob – Encontro Nacional de Editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros, realizado em Brasília.
Presídios
Conforme o ex-chefe do GSI, outro problema que precisa ser enfrentado com urgência é a atuação “ativa e permanente” de facções nas penitenciárias: “Os presídios brasileiros são cursos de pós-graduação em crimes e violência”.
Métodos
Na avaliação do general Alberto Cardoso, recursos são imprescindíveis para o combate ao narcotráfico, mas defende inovação: “Se mantiverem os mesmos métodos, o dinheiro será gasto à toa”.
Herança Pimentel
A pedido da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), a Associação Contas Abertas realizou análise da situação fiscal do Estado no período 2014/2018 e constatou que a gestão de Fernando Pimentel (PT) concedeu aumentos salariais e realizou “contratações que não poderia, mas, como é óbvio, não criou recursos para pagamento”.
Renúncias
A entidade sugere que, para superar problemas estruturais na receita e na despesa, o governo de Romeu Zema (Novo) terá que reformar a administração do Estado, simplificar tributos e rever renúncias de receitas, entre outras medidas.
Bolsa Família
Apesar das limitações de recursos no Orçamento de 2019, a equipe econômica do futuro governo de Jair Bolsonaro teve um pedido atendido pelo Congresso Nacional: a manutenção de R$ 29,5 bilhões para o Bolsa Família.
Crédito
O texto orçamentário aprovado na última semana prevê a soma de R$ 248,9 bilhões que só estará disponível para o Governo Bolsonaro se o Congresso aprovar, no próximo ano, por maioria absoluta, um PLN (projeto de crédito suplementar) com este valor.
Rusgas
O racha na oposição da Câmara dos Deputados mostra que as legendas esquerdistas não superaram as rusgas da disputa presidencial. Líderes do PT tentavam, desde outubro, integrar o bloco formado por PCdoB, PSB e PDT.
Ciro x Haddad
Por influência do candidato derrotado Ciro Gomes (PDT-CE), os partidos decidiram manter o PT isolado e oficializaram o bloco nesta semana. No segundo turno das eleições presidenciais, Ciro chegou a apoiar o petista Fernando Haddad mas não participou da campanha.
Refugiados
Depois do italiano Cesari Battisti, que segue foragido, os paraguaios Juan Arrom e Anuncio Martí devem ser os próximos a perder o status de refugiados, com a consequente extradição para o Paraguai.
Sequestro
Eles são acusados pelo sequestro de María Bordón, nora de um antigo membro do governo do ditador Alfredo Stroessner (1959-1989). Um dia após a eleição de Bolsonaro, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, pediu a extradição da dupla.
Censo
Dados divulgados pelo Censo Escolar 2018 do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) revelam que os alunos do Rio de Janeiro estão mais tempo em sala de aula. O Ensino Médio Integral teve aumento de 15,1% em relação a 2017 e de 18,4% se comparado a 2016.
Tempo integral
Em 2018, são 46.074 estudantes, contra 40.016, em 2017; e 38.903, registrados em 2016. Vale destacar que, entre 2015 e 2018, a Secretaria Estadual de Educação ampliou o número de escolas em tempo integral profissionalizantes de 117 para 248, representando um incremento de cerca de 112%.
ESPLANADEIRA
A Esplanada dos Ministérios será interditada para trânsito de veículos, de 29 de dezembro até 1º janeiro, devido aos preparativos da posse de Bolsonaro. O gramado em frente ao Congresso Nacional será parcialmente interditado, pois serão colocados no local canhões para a salva de tiros que faz parte da cerimônia.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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