Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
11°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Invasores de Brasília buscam acordo na Procuradoria-Geral da República para fugir do Supremo

Compartilhe esta notícia:

Pelo menos 200 denunciados por incitar os atos já procuraram PGR.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em troca da liberdade provisória, os investigados deverão cumprir medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) julga os primeiros réus acusados de depredar as sedes dos três Poderes em Brasília no 8 de janeiro, 200 denunciados por incitar os atos antidemocráticos, presos no acampamento em frente ao Exército na capital federal já procuraram a Procuradoria-Geral da República (PGR) para tentar fechar acordos que podem livrá-los do julgamento.

Segundo o pedido da PGR atendido em agosto pelo relator dos processos, o ministro Alexandre de Moraes, os Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs) podem ser oferecidos a 1.125 pessoas que não se envolveram diretamente em atos de violência, invasão e depredação dos prédios públicos.

Anteriormente, 1.156 poderiam ser beneficiadas pela medida, mas a PGR pediu que 31 pessoas denunciadas por incitação aos crimes passassem a responder como executoras das depredações.

A solicitação da PGR se amparou em provas periciais produzidas pela Polícia Federal, que comparou perfis genéticos dos presos com vestígios encontrados dentro dos prédios invadidos, como bitucas de cigarro e manchas de sangue.

Os ANPPs com os que não praticaram violência precisam ser firmados individualmente. Cada réu deve assumir a culpa pelo crime e aceitar as sanções estabelecidas, como reparação do dano, pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas.

As ações penais desse grupo estão suspensas até a Procuradoria avaliar quem poderá assinar os acordos. Para membros do Ministério Público Federal, o efeito prático dos acordos, nesses casos, seria semelhante ao de uma condenação, uma vez que a pena máxima para os acusados de incitação é inferior a quatro anos e não os levaria à prisão.

Com as ações suspensas no Supremo neste momento, a PGR criou um grupo técnico para definir quais medidas serão impostas aos que assinarem os acordos e avaliar, em cada caso, se os requisitos legais estão presentes.

A situação dos executores das depredações é diferente. Os processos deles continuam a tramitar. Na semana passada, em duas sessões presenciais, o STF condenou os três primeiros réus pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, com uso de substância inflamável. As penas variaram de 14 anos a 17 anos, além de multa.

O Supremo decidiu que o julgamento do quarto réu será realizado pelo plenário virtual da Corte. A análise do caso foi incluída na pauta da sessão virtual que será realizada entre 26 de setembro e 2 de outubro.

Os ministros vão julgar Moacir José dos Santos, de Foz do Iguaçu (PR). No dia dos atos, ele foi preso pela Polícia Militar no Palácio do Planalto. Ele é acusado pela PGR de cinco crimes e responde ao processo em liberdade.

Pela modalidade virtual, os ministros inserem os votos no sistema eletrônico e não há deliberação presencial. O pedido para julgar o caso no plenário virtual foi feito pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, e aceito pela presidente do Supremo, ministra Rosa Weber. O objetivo da mudança é acelerar os julgamentos dos réus.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

3 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Paty Souza
20 de setembro de 2023 00:41

Não dependa mais de auxilio do governo para viver.
aqui no Brasil ou vc come ou paga as contas.
Vou deixar um link aqui ah baixo na esperança de ajudar,
assim como vem me ajudando tbm!

http://mon.net.br/1zecst

Vanderlei Ochoa
20 de setembro de 2023 11:39

A marginalha bolso-terrorista-golpista usa de todos os artificios para se livrarem da justiça. Não conseguirão. Serão presos e vão clamar por DIREITOS HUMANOS, que sempre desprezaram. Vão chorar e ranger dentes. Vão pegar alguns aninhos na cadeia para aprenderem a não seguir o falso jair messias. Bandido bom é bandido o quê mesmo? Direitos humanos é para humanos direitos, não é isso? quaquaquaqua cortem bastante prego.

Jorge Bressan
20 de setembro de 2023 16:49

O engracado é que tinha infiltrado aos montes na baderna e até agora não vi nenhum respondendo por isto,será que se forem presos irão abrir o bico e deixarão gente grande em maus lençóis?

Entenda como funciona o tratamento com cannabis medicinal para Parkinson
Ministro do Supremo, Dias Toffoli anula decisão do Tribunal Regional Federal em Porto Alegre, que declarou o juiz Eduardo Appio suspeito
Pode te interessar
3
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x