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Mundo Irã alerta Estados Unidos para risco de guerra regional: líder supremo iraniano afirma que o país atacará se for alvo de ações americanas

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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alertou que qualquer ataque ao seu país provocaria um conflito regional. (Foto: Reprodução)

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alertou no domingo (1°) que qualquer ataque ao seu país provocaria um conflito regional, enquanto os Estados Unidos continuam a reforçar suas forças nas proximidades. “Os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”, disse Khamenei.

O alerta ocorre em meio a uma tensão política oscilante entre os dois países, no contexto em que o presidente Donald Trump ameaçou atacar militarmente o Irã em razão da repressão aos recentes protestos e das ambições nucleares iranianas.

Khamenei também discursou para uma multidão em seu complexo em Teerã, marcando o início de uma série de comemorações pela Revolução Islâmica de 1979. Na ocasião, segundo a Associated Press, ele descreveu os EUA como interessados “em seu petróleo, gás natural e outros recursos minerais”.

O líder iraniano acrescentou que o Irã “não será injusto” e não planeja atacar nenhum país. “Mas se alguém demonstrar ganância e quiser atacar ou hostilizar, a nação iraniana lhes desferirá um duro golpe”, declarou.

Trump chegou a dizer que Teerã estava em “discussões sérias” e esperava que elas levassem a algo “aceitável”, enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à CNN estar “confiante de alcançar um acordo” sobre o programa nuclear. Diante da ameaça militar de Trump, Araghchi afirmou que o país havia perdido a confiança nos EUA, e a troca de mensagens por meio de países amigos na região estava facilitando conversas.

Como parte do reforço de suas forças militares, os EUA enviaram para a região o porta-aviões USS Abraham Lincoln. No fim da semana passada, o Comando Central dos EUA informou que ele estava operando no Mar da Arábia.

Esperava-se que o Irã iniciasse ontem um exercício militar no Estreito de Ormuz – uma das rotas marítimas mais importantes do mundo e um corredor-chave para o fornecimento de energia, mas, segundo a Reuters, citando um funcionário iraniano, a marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica não tinha planos para tal exercício.

Cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo passa pelo estreito, uma via navegável que tem cerca de 33 km de largura em seu ponto mais estreito.

O Parlamento iraniano declarou no domingo que os Exércitos de países europeus serão considerados “grupos terroristas”, em retaliação à decisão da União Europeia de classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como “organização terrorista”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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