Segunda-feira, 02 de março de 2026
Por Redação O Sul | 2 de março de 2026
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para a exportação de petróleo.
Foto: ReproduçãoO Irã anunciou nesta segunda-feira (2) que o Estreito de Ormuz está fechado e que incendiará qualquer navio que tentar passar pelo local, informou a mídia iraniana. O comunicado foi feito pelo comandante da Guarda Revolucionária do país na mídia estatal, que afirmou que a medida é uma retaliação pela morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para a exportação de petróleo. Seu fechamento ameaça interromper um quinto do fluxo global do produto e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto. Mais cedo, a Guarda Revolucionária iraniana fez um ataque com drones a um petroleiro que passava pelo estreito. Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters confirmaram o anúncio feito pelos militares e informaram o nome da embarcação atingida: Athen Nova.
Antes do fechamento do estreito, a força militar iraniana já havia feito ameaças. A unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária afirmou que os “inimigos que mataram” o antigo líder supremo do Irã Ali Khamenei não estarão seguros “nem mesmo em casa”. A ameaça foi vinculada pela mídia estatal iraniana, pouco depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantir que está confiante na vitória do país em sua ofensiva contra Teerã em discurso em Washington.
“Não descansaremos até que o inimigo seja derrotado. Não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares”, afirma comunicado. Em um post no X, também nesta segunda, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu que os Estados Unidos e Israel sejam responsabilizados por ataques realizados contra uma escola e um hospital iranianos.
Os bombardeios citados por Pezeshkian foram contra uma escola de meninas no sul do país, que deixou 168 mortos no sábado (28), e contra um hospital de Teerã, a capital do país, no domingo (1º). Nem os EUA nem Israel, no entanto, confirmam ser responsáveis por ambos.
“Um ataque a um hospital é um ataque à vida, e um ataque a uma escola é um ataque ao futuro de uma nação. Atacar pacientes e crianças é uma clara violação de todos os princípios humanitários e o mundo deve condená-lo. Manifesto minha solidariedade à nação enlutada; a República Islâmica do Irã não se calará nem se renderá diante de tais crimes”, escreveu o presidente iraniano.
Em seu discurso nesta segunda, Trump defendeu sua ofensiva no Irã. Disse que os ataques eram “a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano” e que o conflito deve durar “quatro ou cinco semanas ou mais”.
Em sua primeira fala pública sobre o conflito, Trump afirmou ainda que seu objetivo é destruir mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e interromper as “ambições nucleares” do país do Oriente Médio e o financiamento do governo do Irã a grupos terroristas.
O norte-americano indicou ainda não estar disposto a voltar a dialogar com Teerã — EUA e Irã vinham travando negociações para assinar um acordo de não proliferação de armas nucleares.
“Não dá lidar com essas pessoas”, discursou Trump durante uma cerimônia para a concessão de medalhas a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, na Casa Branca.
A fala ocorreu em um evento de entrega de medalhas de honra a soldados mortos no conflito. Até o momento, quatro militares tiveram suas mortes confirmadas pelas Forças Armadas norte-americanas. Outros 18 soldados estão feridos em estado grave após ataques retaliatórios iranianos, segundo a rede CNN Internacional.
Trump reiterou argumentos de que o Irã tentou reconstruir seu programa nuclear e afirmou que o país expandia “rapida e dramaticamente” seu programa de mísseis, que representavam uma ameaça colossal aos EUA, às bases militares dos EUA no Oriente Médio e à Europa. (Com informações do portal g1)
Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!