Sábado, 28 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de fevereiro de 2026
O Ministério das Relações Exteriores do Irà condenou nesse sábado (28), a “agressão militar criminosa” perpetrada pelos Estados Unidos por Israel, após ataques que atingiram diversas áreas dentro do país.
“A renovada agressão militar dos Estados Unidos e do regime sionista contra o Irà está sendo cometida enquanto o Irã e os Estados Unidos estavam em meio a um processo diplomático”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores, referindo-se às negociações nucleares entre Washington e Teerã que estavam em andamento até a quinta-feira.
No texto, a chancelaria ressaltou que “o povo iraniano se orgulha de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra”, mas que “agora é o momento de defender a pátria e confrontar a agressão militar do inimigo”.
“Assim como estávamos prontos para as negociações, estamos mais preparados do que nunca para a defesa. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com autoridade”, afirmou a pasta.
Em paralelo, o governo do Ira apelou às Nações Unidas e à comunidade internacional para que “condenem veementemente este ato de agressão e tomem medidas urgentes e coletivas para enfrentá-lo, o qual, sem dúvida, expôs a paz e a segurança da região e do mundo a uma ameaça sem precedentes”.
“A história testemunha que os iranianos nunca se renderam à agressão e à hegemonia estrangeiras; desta vez também, a resposta da nação iraniana será decisiva e determinante e fará com que os agressores se arrependam de seu ato criminoso”, disse o ministério em nota.
Os ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã neste sábado, 28, tiveram como alvos o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, informou a televisão estatal israelense KAN, citando fontes do governo.
A informação foi confirmada por autoridades ouvidas pela emissora americana CNN. Os ataques também teriam mirado outras figuras importantes do regime, incluindo o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o secretário do recém-criado Conselho de Defesa do Irā, Ali Shamkhani, e o secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças israelenses destruíram o complexo do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e disse haver indícios de que ele provavelmente morreu. A declaração foi feita durante um pronunciamento nesse sábado (28). O governo iraniano nega. A mídia iraniana também noticiou que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, está em segurança.
Em resposta, o Irã lançou um ataque a instalações militares americanas no Bahrein, no Kuwait e no Catar. O regime também lançou mísseis e drones contra Israel. Ainda não há informações sobre possíveis danos.
O Ministério da Defesa do Catar afirmou que as Forças Armadas do país derrubaram vários mísseis antes que eles alcançassem seu espaço aéreo.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou a retaliação, afirmando que o país “não hesitará em sua resposta. “Chegou a hora de defender a pátria e enfrentar o ataque militar do inimigo”, publicou o ministério em comunicado na rede social X. “Assim como estávamos preparados para negociações, estivemos ainda mais preparados para a defesa em todos os momentos. As forças armadas da República Islâmica do Iră responderão de forma decisiva aos agressores, com plena autoridade.”
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