Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de novembro de 2015
O Irã proibiu a entrada e a exibição pública de bens de consumo que possam representar “presença simbólica” dos Estados Unidos no país, como marcas de cigarros ou cadeias de fast food, informou a imprensa local. O ministro da Indústria e do Comércio, Mohammad Reza Nematzadeh, determinou o bloqueio à importação desses bens e pediu a todas as instituições envolvidas que evitem que produtos procedentes dos Estados Unidos ou com carga simbólica norte-americana muito forte sejam vendidos ao público.
A medida surge no âmbito da iminente aplicação do Plano Integral de Ação Conjunta, o acordo nuclear entre o Irã e as potências do Grupo 5+1. que acabará com o isolamento econômico iraniano.
Embora apoie o acordo, o guia supremo iraniano Ali Khamenei advertiu que o governo deveria ser cuidadoso com a sua aplicação e evitar qualquer tipo de “infiltração” dos Estados Unidos no país, principalmente que afete as áreas social e cultural. Para Khamenei, a abertura econômica deve ser feita sem prejudicar a produção iraniana, que deve ser protegida com controles de importação. (Agência Lusa/ABr)
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