Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020

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Mundo Irã tem mais um dia de protestos após governo admitir que derrubou avião por erro

Mulher mostra foto de casal que morreu no voo derrubado por militares do Irã durante protesto em Teerã neste domingo

Foto: Reprodução
Mulher mostra foto de casal que morreu no voo derrubado por militares do Irã durante protesto em Teerã neste domingo (Foto: Reprodução)

Novos protestos aconteceram no Irã pelo segundo dia, neste domingo (12), o que aumenta a pressão nos líderes do país, depois que os militares do país admitiram que derrubaram, sem intenção, um avião civil no dia 8 de janeiro.

“Eles estão mentindo ao dizer que o nosso inimigo são os Estados Unidos, nosso inimigo está aqui mesmo”, afirmou um grupo de manifestantes do lado de fora de uma universidade em Teerã, de acordo com vídeos publicados em redes sociais.

Publicações mostravam concentrações em uma outra universidade, a caminho de uma praça da cidade, chamada de Liberdade. Os vídeos também mostram atos em outros municípios.

Alguns meios de comunicação ligados ao governo noticiar as manifestações, que começaram com o anúncio, feito no sábado, do erro dos iranianos ao derrubar o avião e causar 176 mortes.

Moradores de Teerã relataram à Reuters que a polícia estava mais presente neste domingo. A tropa de choque jogou bombas de gás no sábado (11) quando participantes dos atos começaram a contar “morte ao ditador” – uma referência ao aiatolá Ali Khamenei. “Peça desculpas e renuncie”, publicou o jornal moderado Etemad Daily neste domingo.

Em novembro do ano passado houve uma onda de protestos contra as autoridades, que foi reprimida pelo governo. Os líderes precisam lidar com uma economia com problemas derivados das sanções impostas pelo EUA.

O presidente americano, Donald Trump, escreveu em uma rede social: “Aos líderes do Irã – não matem seus manifestantes. Milhares já foram mortos ou encarcerados por vocês, e o mundo está observando”.

O avião da Ukraine International Airlines foi derrubado minutos depois de decolar na quarta-feira, quando as forças iranianas estavam em alerta para uma represália dos americanos depois de atacar bases no Iraque. Muitas das vítimas eram iranianos com cidadania dupla: havia 57 que tinham passaportes canadenses.

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