Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de maio de 2017
A Irlanda está à beira de uma enorme mudança na sua vida política, com a provável eleição de Leo Varadkar como próximo primeiro-ministro – um acontecimento que daria ao país, outrora firmemente católico, o seu primeiro líder abertamente homossexual e o primeiro de ascendência asiática.
Os seus apoiantes comparam o médico ao primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, e ao novo presidente francês, Emmanuel Macron, na esperança de que um membro da geração que foi mais atingida pelo colapso econômico de há dez anos consiga transformar o panorama político.
“Honestamente, penso que em 1981 – quando fui eleita pela primeira vez –, não era capaz de imaginar uma altura em que um homem abertamente homossexual pudesse tornar-se Taoiseach (primeiro-ministro)”, disse à Reuters Nora Owen, antiga vice-presidente do Fine Gael, que ocupou o cargo de ministra da Justiça na década de 1990.
“Avançamos muito e o facto de uma pessoa como Leo Varadkar, que é abertamente homossexual e vive com o companheiro, poder candidatar-se a Taoiseach sem ninguém reagir é maravilhoso. Acho que é um grande dia para a Irlanda, por sermos capazes de fazer isso.”
Este marco praticamente não tem sido mencionado nos meios de comunicação locais nem referido na corrida à liderança, o que demonstra o avanço deste país de 4,6 milhões de habitantes, que durante muito tempo foi visto como o país mais socialmente conservador da Europa Ocidental.
Os comentários estão desativados.