Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

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Política Irmão de ex-ministro da Educação, Arthur Weintraub deixa o governo

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Arthur Weintraub (D) era assessor especial da Presidência da República e informou que irá assumir cargo na OEA

Foto: Reprodução/Twitter
Arthur Weintraub (D) era assessor especial da Presidência da República e informou que irá assumir cargo na OEA. (Foto: Reprodução/Twitter)

O assessor especial do presidente Jair Bolsonaro Arthur Weintraub deixou o governo oficialmente. A exoneração do irmão de Abraham Weintraub foi publicada no Diário Oficial da União, publicada na madrugada desta terça-feira (22). Arthur anunciou que deixaria o cargo no último dia 15 de setembro para assumir um cargo na OEA (Organização dos Estados Americanos).

Em vídeo gravado ao lado de Arthur Weintraub, Bolsonaro desejou sorte ao assessor e disse que “as portas estão abertas” quando ele quiser retornar. Na gravação, o assessor diz que atuará em um cargo “na área do direito”, sem especificar qual função vai desempenhar.

Abraham Weintraub, irmão mais velho de Arthur, deixou o Ministério da Educação em junho para assumir um cargo de indicação do Brasil no Banco Mundial. Por conta do novo emprego, o ex-ministro se mudou para Washington, capital dos Estados Unidos – onde também fica a sede da OEA.

“Estou triste porque vou deixar o cargo, aqui, de assessor do presidente Bolsonaro. Quero dizer para ele que foi uma honra, de coração, foi uma honra ter trabalhado com o senhor, essa oportunidade que o senhor me deu. Estou indo para a OEA, cargo de direito, na área do direito”, diz o assessor no vídeo.

Vídeo com Bolsonaro

No vídeo, similar ao que gravou com Abraham Weintraub em junho, Bolsonaro agradece aos irmãos pela ajuda na campanha e no governo.

“Dizer que dois anos antes das eleições, o Arthur e seu irmão acreditaram na gente. Fizemos uma viagem para o Japão, Coreia do Sul e Taiwan. Também conversamos muito em um momento que quase ninguém acreditava na gente. E tivemos o sucesso da eleição. Para chegar é uma coisa, fazer um bom governo é outra”.

Mudanças na OEA

A eventual indicação de Arthur Weintraub não será a primeira alteração nos rumos da relação entre o Brasil e a OEA, principal órgão de integração entre os países das Américas.

Há 20 dias, o secretário-geral da organização, Luís Almagro, barrou a permanência do brasileiro Paulo Abrão na função de secretário-executivo da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos).

Abrão assumiu a função em 2016 e chegou a ser reeleito para permanecer no posto até 2024, mas o resultado foi desconsiderado pela OEA. Antes, Paulo Abrão tinha sido presidente da Comissão Brasileira de Anistia nos governos Lula e Dilma.

O Ministério das Relações Exteriores, que apoiou a reeleição de Almagro em março, não emitiu qualquer nota pública sobre a destituição de Abrão do comando da CIDH. O veto ao brasileiro foi baseado, segundo o secretário da OEA, em “dezenas” de denúncias de violações de direitos feitas por funcionários da organização. O teor das denúncias não foi divulgado, e os casos não foram julgados até o momento.

Luis Almagro afirmou que a “seriedade e gravidade das reclamações” não permitiram a continuidade dele no cargo, e lamentou que as denúncias tenham “demorado a chegar ao seu conhecimento”.

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