Sábado, 26 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2026
Angelina Jolie tem o seu próprio refúgio em uma propriedade em meio à floresta no Camboja, na Ásia, em uma região em que ficou conhecida pela sua atuação humanitária. Localizada no distrito de Samlout, na província de Battambang, a sua residência no local está rodeada de mata preservada. A relação da atriz com o lugar começou em 2000, durante as filmagens de “Lara Croft: Tomb Raider”, e veio se desenvolvendo mais após a adoção de seu primeiro filho, Maddox, em 2002.
Adquirido em 2003, o terreno particular de Angelina tem aproximadamente 39 hectares. A casa principal segue referências da arquitetura tradicional do Camboja, com estrutura de madeira elevada sobre estacas, varandas e aberturas para ventilação.
A propriedade também já foi usada como cenário de campanhas publicitárias, incluindo uma produção da marca Guerlain, em 2019.
Floresta tropical
A área de mata ao redor da residência não pertence totalmente à atriz. A floresta faz parte da Área de Uso Múltiplo de Samlout, uma região protegida pelo governo local desde 1993. Por meio da Fundação Maddox Jolie-Pitt, Angelina participa de iniciativas voltadas à preservação de mais de 40 mil hectares de floresta tropical.
A atuação da organização também inclui o combate ao desmatamento e à caça ilegal, além de programas de agricultura sustentável, apicultura e geração de renda. A floresta abriga espécies ameaçadas, como o elefante-asiático e o pangolim-sundano, enquanto a preservação ambiental é associada ao desenvolvimento das populações locais.
A fundação mantém ainda projetos nas áreas de saúde, educação e acesso à água na região, que conta com duas clínicas médicas, uma maternidade e escolas.
Um levantamento realizado pela Fauna & Flora registrou mais de 140 espécies de aves, cerca de 30 mamíferos, 15 tipos de morcegos e até 50 espécies de orquídeas. Outro levantamento, realizado com câmeras instaladas na área, registrou 44 espécies de mamíferos, aves e répteis. Doze delas apareciam na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
O grupo incluía uma espécie classificada como criticamente ameaçada, três em perigo e oito vulneráveis. As câmeras também ajudam os guardas a acompanhar a presença humana em pontos mais remotos da floresta. Com informações do jornal O Globo.
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