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Geral Israel dará fuzis a civis para defender cidades, afirma polícia

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O ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir (C), decidiu ampliar as unidades de participantes de urgência. (Foto: Reprodução)

A polícia de Israel anunciou, nessa segunda-feira (16), que começará a armar civis para acelerar a resposta em caso de ataque ou situação de crise nas cidades. O país está em guerra com o grupo Hamas, que fica baseado na Faixa de Gaza.

O chefe da polícia, Kobi Shabtai, e o ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, “decidiram ampliar as unidades de participantes de urgência sob o patrocínio da polícia em todas as cidades”, segundo um comunicado.

As 347 novas unidades estarão compostas de “13.200 civis voluntários nas fileiras da polícia, que serão recrutados e receberão um fuzil e equipamentos de proteção”, diz a nota.

Há anos, as localidades nas fronteiras de Israel dispõem desse tipo de unidade. Elas são compostas por veteranos do Exército que recebem armas e formação e atuam, em caso de ataques e situações de emergência, de maneira coordenada com o Exército e a polícia.

Surpresa

Em outra frente, o chefe da Shin Bet (agência de segurança interna de Israel), Ronen Bar, admitiu nessa segunda-feira (16) a própria responsabilidade na surpresa do país diante do ataque lançado pelo Hamas em 7 de outubro.

“Apesar de uma série de ações que desenvolvemos, com muita dor, não conseguimos dar um aviso prévio suficiente para prevenir o ataque. Enquanto chefe deste organismo, a responsabilidade recai sobre mim. Haverá tempo para investigações. Agora vamos lutar”, escreveu em uma mensagem aos próprios subordinados.

Dias atrás, o chefe do Estado-Maior, general Herzi Halevi, também admitiu que diante das circunstâncias as forças armadas não estiveram à altura das expectativas do país.

Segundo a imprensa local, a agência chegou a detectar movimentos incomuns na Faixa de Gaza antes do ataque, mas tomou providências compatíveis apenas com um ataque de menor porte.

Também nessa segunda, o Exército israelense afirmou ter matado o chefe da inteligência-geral do Hamas, em Khan Yunis, ao sul da Faixa de Gaza. Segundo o porta-voz militar, foi usado na operação um míssil “Saar-6”.

Normalmente, o míssil fica armado em barcos de patrulha da Marinha na costa de Gaza, protegendo as plataformas israelenses de extração de gás natural.

“Foi a primeira vez em que o Saar-6 foi usado em uma operação de combate”, afirmou o porta-voz.

Ele não detalhou o caso e o nome do comandante não foi divulgado. Essa seria a sétima morte de um membro de alto escalão do Hamas, segundo Israel.

Khan Yunis é uma das cidades onde um grupo de brasileiros aguarda autorização para entrar no Egito pela passagem de Rafah.

De lá, devem embarcar num voo de repatriação.

No local há outros grupos de estrangeiros e milhares de palestinos. Tel Aviv não informou se o bombardeio fez vítimas civis. As informações são das agências de notícias AFP e Ansa.

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