Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Light Drizzle

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Israel, Ucrânia, Iraque, 11 de Setembro: relembre casos de brasileiros que morreram em conflitos e tragédias

Compartilhe esta notícia:

Um tribunal federal de apelações suspendeu as audiências programadas, no intuito de analisar os pedidos do governo para abandonar os acordos judiciais que incluiriam a confissão de Mohammed e de dois corréus. (Foto: Reprodução)

O governo brasileiro confirmou nessa terça-feira (9) as mortes de Ranani Glazer, gaúcho de 24 anos, e da carioca Bruna Valeanu, 24, que estavam desaparecidos desde sábado (7) após o início do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

O corpo de Bruna foi identificado pelas autoridades israelenses entre as vítimas do ataque do Hamas a um festival de música eletrônica que acontecia no sul de Israel, próximo à Faixa de Gaza. Segundo a imprensa israelense, só no local, já foram localizados 260 mortos. A jovem de 24 anos vivia em Israel havia 8 anos e estudava comunicação e marketing.

Glazer estava no mesmo festival de música onde Bruna foi assassinada. Natural de Porto Alegre, o gaúcho foi encontrado morto, segundo informou a família do jovem, ainda na noite de segunda (9). Seu corpo foi reconhecido pelo seu pai, conforme informou um primo do rapaz. Glazer morava em Tel Aviv há sete anos, trabalhava como entregador e prestou serviço militar no país. Abaixo, relembre casos de outros brasileiros que morreram em conflitos e tragédias.

Iraque

Primeiro e único brasileiro a conquistar o posto de alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o carioca Sérgio Vieira de Mello foi escolhido, em 2003, como representante especial no Iraque. Na época, o país era o centro de uma guerra travada com os Estados Unidos e que, em março deste ano, completou 20 anos.

Com a carreira dedicada a apoiar a reconstrução de comunidades afetadas por guerras, a ideia era que ele ficasse por quatro meses no local. O plano, no entanto, foi brutalmente interrompido no dia 19 de agosto daquele ano, quando um atentado terrorista na sede da ONU matou Vieira de Mello, aos 55 anos, e outros 21 funcionários, deixando também cerca de cem pessoas feridas.

Carioca nascido em 1948 numa família de diplomatas, o início de sua trajetória na ONU foi em 1969, aos 21 anos. No começo, viajou para zonas de conflito como Bangladesh, então Paquistão Oriental, na busca pela independência. Depois, esteve em outros países como Moçambique, Ruanda, Bósnia, Líbano e Camboja.

Mas foi no Timor-Leste, no Sudeste Asiático, que ele deixou seu maior legado, entre 1999 e 2002. Lá, atuou como chefe da administração de transição da ONU. A instalação ocorreu após a independência do país, quando a organização decidiu intervir na região, até então sob ocupação militar liderada pela Indonésia que já durava 24 anos. Em 2020, a Netflix lançou o filme “Sergio”, uma cinebiografia do diplomata que tem o ator Wagner Moura no papel principal.

Ucrânia

Até agosto deste ano, quatro brasileiros tiveram a morte confirmada desde que tropas russas avançaram sobre o território ucraniano, em fevereiro do ano passado. Embora o Brasil não tenha enviado tropas, cidadãos viajaram para o Leste Europeu para atuar nos embates — boa parte deles pela Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia, grupo paramilitar de estrangeiros organizado pelo governo local.

– Antônio Hashitani, 25 anos: Natural de Curitiba, era estudante de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) quando trancou a matrícula para se engajar em projetos humanitários. Participou de ações na África antes de ir Ucrânia. Ele atuava ao lado de um grupo paramilitar em Bakhmut quando foi morto, em agosto deste ano.

– André Luis Hack Bahi, 44 anos: Natural de Porto Alegre (RS), ele morreu em 4 de junho do ano passado. Ele estava na Ucrânia desde o início do conflito, pela Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia. Segundo o g1, ele teria sido atingido ao se arriscar pelo fogo cruzado para resgatar outros dois combatentes. André deixou sete filhos.

– Douglas Rodrigues Búrigo, 40 anos: Natural de São José dos Ausentes (RS), ele morreu em julho do ano passado. Estava na Ucrânia havia dois meses e atuava ao lado do Exército ucraniano em Kharkiv quando foi atingido durante um ataque aéreo. Segundo a família, a ideia de Búrigo era prestar serviço humanitário, mas, ao chegar lá, acabou por se engajar na linha de frente.

– Thalita do Valle, 39 anos: Natural de Ribeirão Preto (SP), a brasileira também morreu em julho do ano passado, em Kharkiv. Segundo o g1, a causa do falecimento foi asfixia decorrente de um incêndio no bunker em que se abrigava. Ele havia chegado ao país apenas três semanas antes para atuar ao lado da Legião Estrangeira Ucraniana.

11 de Setembro

Entre as mais de 2,9 mil vítimas do ataque às Torres Gêmeas e ao Pentágono, em 11 de setembro de 2011, estão quatro brasileiros. Eles foram identificados como os engenheiros paulistas Ivan Kyrillos Barbosa, de 30 anos, e Anne Marie Sallerin, 29; a engenheira mineira Sandra Fajardo Smith, 37; e o engenheiro capixaba Nilton Fernão Cunha, 41. Os quatro estavam trabalhando quando aviões raptados por terroristas da Al-Qaeda bateram no World Trade Center. As informações são do jornal O Globo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Conflito entre Israel e Hamas tirou mais de 200 mil palestinos de casa, diz ONU
Israel diz que vai “partir para a ofensiva terrestre” em Gaza com ataques “maiores e mais severos”
Pode te interessar