Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de setembro de 2015
A polícia fiscal da Itália solicitou ao grupo argentino Techint documentação relativa ao caso de corrupção que envolve a Petrobras, investigado pela Operação Lava-Jato. A solicitação foi confirmada na segunda-feira (07) pelo conglomerado, que em comunicado informou que a Guarda de Finanças italiana lhe requereu documentos relativos a “investigações em curso no Brasil que têm como objeto as empresas de engenharia e construção que trabalharam em projetos com a Petrobras”.
De acordo com a companhia argentina, sua filial brasileira, Techint Engenharia e Construção, “proporcionou esta informação nas últimas semanas em resposta a um pedido similar das autoridades brasileiras”. “A Techint adere aos padrões internacionais de governança corporativa e respeita as leis e regulamentos em todos os países onde opera”, garantiu a empresa em comunicado divulgado em Milão (Itália).
A Techint está sendo investigada com base em uma lei que torna as empresas responsáveis por atos de seus funcionários, afirmaram duas fontes próximas ao assunto.
A Lava-Jato apura um cartel e prévio ajustamento de licitação para obras na central atômica de Angra 3, que foi vencida pelo Consórcio Angramon, integrado por Techint, Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa, UTC, Queiroz Galvão e EBE.
Angra 3 será a terceira usina nuclear do País e está em construção na praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ). Segundo as investigações, houve restrição à concorrência por parte da Eletronuclear, levando as empreiteiras do Consórcio Angramon a saírem vitoriosas.
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