Domingo, 15 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Itamaraty negocia rotas terrestres para retirada de brasileiros no Oriente Médio

Compartilhe esta notícia:

Brasileiros em áreas afetadas pelo conflito estão sendo monitorados para facilitar remarcações de voos

Foto: Reprodução
Brasileiros em áreas afetadas pelo conflito estão sendo monitorados para facilitar remarcações de voos. (Foto: Reprodução)

O Ministério das Relações Exteriores negocia com autoridades do Catar, do Kuwait, do Bahrein e da Arábia Saudita a criação de rotas terrestres seguras para retirar brasileiros retidos na região e levá-los até o aeroporto internacional de Riad, na Arábia Saudita, de onde poderão embarcar em voos comerciais para o Brasil. A medida integra a articulação diplomática montada pelo Itamaraty desde a escalada das hostilidades no Oriente Médio, em 28 de fevereiro — com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

Conforme alerta consular divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Itamaraty, brasileiros em áreas afetadas pelo conflito estão sendo monitorados para facilitar remarcações de voos e ampliar alternativas de retorno. As embaixadas brasileiras e o escritório de representação em Ramala (Palestina) mantêm contato permanente com comunidades brasileiras para mapear a localização de nacionais, prestar orientações atualizadas de segurança e acompanhar a situação dos espaços aéreos.

Para utilizar a rota terrestre até Riad, os brasileiros precisam portar passaporte com pelo menos seis meses de validade e cumprir os requisitos de entrada na Arábia Saudita. O auxílio dará prioridade a brasileiros não residentes e aos grupos protegidos pela legislação de atendimento prioritário.

Nos Emirados Árabes Unidos, a retomada gradual do tráfego aéreo ampliou as possibilidades de saída. O voo EK-261, da Emirates, na rota Dubai–São Paulo, foi restabelecido em 4 de março e passou a operar diariamente.

Após gestões do chanceler Mauro Vieira junto às autoridades emiráticas, também voltou a operar, em 8 de março, o voo EK-247, no trecho Dubai–Rio de Janeiro–Buenos Aires. Desde a retomada das operações, já foram realizados 12 voos com destino ao Brasil — oito para São Paulo e quatro para o Rio —, permitindo que cerca de 3.800 brasileiros deixassem Dubai até 11 de março.

O Itamaraty informou ainda que iniciou tratativas específicas para resolver a situação de animais domésticos pertencentes a brasileiros retidos nos Emirados Árabes Unidos, com levantamento de exigências sanitárias e logísticas para o transporte internacional desses animais.

No Catar, a reabertura parcial do espaço aéreo anunciada em 6 de março permitiu a retomada progressiva dos embarques. A Qatar Airways opera desde 5 de março número limitado de voos a partir de Omã e da Arábia Saudita, e os primeiros voos saindo de Doha com brasileiros a bordo ocorreram em 7 de março. Até 11 de março, 125 brasileiros haviam embarcado com apoio da embaixada brasileira. Após gestões do governo brasileiro, a companhia confirmou a operação do voo QR773, no trecho Doha–São Paulo, nos dias 12 e 15 de março.

Embora alguns espaços aéreos já tenham sido reabertos parcialmente — como os de Arábia Saudita, Jordânia, Omã e Líbano —, o governo brasileiro mantém a recomendação para que brasileiros não viajem à região. A lista inclui ainda Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina, Síria e Arábia Saudita.

Para brasileiros que já estão nesses países, o Itamaraty orienta procurar imediatamente abrigo em caso de ataques ou bombardeios, evitar multidões e protestos, seguir rigorosamente as instruções das autoridades locais, monitorar a imprensa local e verificar a regularidade dos documentos de viagem. Também recomenda que brasileiros em Israel instalem o aplicativo oficial de alertas de defesa civil local e mantenham contato com os plantões consulares.

De acordo com o ministério, permanecem ativos plantões de emergência em todas as repartições diplomáticas brasileiras na região para situações que envolvam risco imediato à vida, à segurança ou à dignidade de cidadãos brasileiros no exterior.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Atividade industrial gaúcha inicia o ano em queda, aponta pesquisa da Fiergs
Governo Lula determina que os postos de combustíveis exibam redução do preço do diesel ao consumidor
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

4 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Vanderlei Ochoa
13 de março de 2026 07:40

Os dois demônios atuais continuam atacando civis e causando uma catástrofe humanitária mais uma vez. O judeu assassino é o” dono do mundo” Pato Donald trapalhão John Trump. Só causamndor e desespero desestruturado o mundo com ataques sem fundamento aos povos e países do mundo. Gente apoiada aqui no Brasil pela direita golpista. Absurdo o que esses senhores da guerra estão fazendo.

Ricardo Vicari Fernandes
13 de março de 2026 07:19

Se em 1946 lucros Vorcaro foram sinalizados, qq investidor aplicou na compra de ISRAEL / Jerusalém, independente de INSS, BNB, STF, LEI, penetras palestinos, sirio-libaneses, jordânianos, árabes, cristãos, turistas. É igual a Bombinhas Pedágio Ambiental, dá 200% de lucro, desde q vc espere uma guerra ou um Collor/Zélia [todas Coberturas d Balneário C. passaram p espanhóis investidores]. Trump e campos de golfe; democratas Copa FIFA… Gaúchos programam 200Km de churras mediterrâneo. Quem vence?

Vanderlei Stefani
12 de março de 2026 23:45

AS PORTAS DO INFERNO SE ABRIRÃO PARA OS EUA E “ISRAEL”, AFIRMA FORÇA QUDS

Vanderlei Stefani
12 de março de 2026 19:36

🛑 𝗜𝗿𝗮̃: 𝗼 𝗳𝗶𝗺 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗹𝗼𝗻𝗴𝗼 𝗱𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮?

Desde 7 de outubro de 2023, Israel executa sistematicamente o apagamento da Palestina: Gaza exterminada, Cisjordânia anexada, Líbano demolido, Síria ocupada. Mais de 870 dias de carnificina normalizada pelo silêncio cúmplice do Ocidente.

O projeto sionista avançava sem encontrar resistência à altura — até agora. O Irã tem respondido aos ataques de Washington e Tel Aviv de forma muito mais contundente do que o esperado, esgotando o mítico Domo de Ferro e atingindo cidades e bases inimigas.

Seria a queda do projeto de Trump-Netanyahu?

Pode te interessar
4
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x