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Economia Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil e Santander terão de arcar com R$ 52 bilhões do rombo deixado pelo Banco Master

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O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil e Santander terão de arcar com os maiores custos para bancar a recomposição do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após o rombo deixado pelo caso Master. Estimativas de analistas consultados pelo Estadão/Broadcast sugerem que os cinco maiores bancos do País podem ter de desembolsar, no agregado, um montante ao redor de R$ 30 bilhões já nos próximos meses.

O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, em meio a suspeitas de fraudes. Cerca de 800 mil investidores que aplicaram recursos em títulos do banco estavam cobertos pela proteção do FGC e estão sendo ressarcidos.

O FGC tem patrimônio ao redor de R$ 125 bilhões. Desse total, Master, Will Bank e Banco Pleno (que também pertenceu ao conglomerado controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro) podem consumir pelo menos R$ 52 bilhões, indicando a necessidade de recapitalizar o fundo.

Até agora, entre os cinco maiores bancos, só o BB falou publicamente sobre estimativas de desembolso. Enquanto isso, analistas e investidores estão fazendo seus próprios cálculos. A conta considera o adiantamento imediato do equivalente a cinco anos de contribuições mensais ao fundo, como parte do plano de reconstrução acertado neste mês.

Para além desse valor, haverá ainda uma contribuição adicional extraordinária de 50% dos aportes mensais, o que, no caso das quatro principais instituições de capital aberto, pressupõe um dispêndio de R$ 2,6 bilhões por ano, segundo cálculos do Citi. A cifra terá impacto material, mas administrável sobre as principais métricas financeiras dos bancos, na opinião dos analistas.

Para mitigar os efeitos dos desembolsos extras para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), os bancos negociam uma proposta para redirecionar recursos do compulsório bancário para a recomposição do fundo. A solução demanda autorização do Banco Central, que ainda não se manifestou sobre o assunto. “Como os compulsórios já são ativos sem remuneração mantidos no BC, redirecioná-los poderia reduzir o custo de oportunidade para os bancos”, ressaltam analistas do Citi, liderados por Gustavo Schroden.

A liberação de compulsórios, sobretudo o não remunerado, seria o melhor cenário para os bancos, na visão de um analista de um banco estrangeiro. De todo modo, para esse analista, os bancos estão bem capitalizados e esse dinheiro extra que será desembolsado não terá maiores impactos. Haverá, sim, um custo de oportunidade se o compulsório não for utilizado. Ou seja, esse dinheiro que poderia render juros para o banco ou ser usado para outro fim vai ficar parado no FGC.

Já no lucro dos bancos, o aporte dos bancos no FGC deve ter impacto marginal. “Vemos impactos limitados para nossa cobertura, variando de 0,4% dos lucros (Nubank) a cerca de 1,9% (Banco do Brasil)”, estima Schroden, do Citi em um relatório recente. Pelas regras atuais, os bancos contribuem mensalmente com 0,01% do total de seus instrumentos financeiros garantidos. No caso dos chamados depósitos a prazo com garantia especial, a alíquota mensal é de 0,02%, para emissões com alienação de recebíveis, e de 0,03% para o estoque sem alienação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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