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Já ouviu falar do anel inteligente? Conheça o acessório que está viralizando entre os jovens e pode custar até R$ 6 mil

Discretos e semelhantes a joias convencionais, os anéis inteligentes vêm ganhando espaço entre os jovens. (Foto: Reprodução)

Discretos e semelhantes a joias convencionais, os anéis inteligentes vêm ganhando espaço entre os jovens por reunirem recursos voltados ao acompanhamento da saúde e do bem-estar. Os modelos podem chegar a R$ 6 mil e utilizam sensores para registrar diferentes dados do corpo, como frequência cardíaca, temperatura, nível de oxigênio no sangue e padrões de sono.

Além do monitoramento, a tecnologia oferece outras funções. Dependendo do modelo, é possível fazer pagamentos por aproximação, receber notificações por vibração e até realizar autenticação em dois fatores.

Como funciona

Uma das diferenças em relação aos relógios inteligentes está na maneira de apresentar os dados. Como não possuem tela, os registros feitos pelos sensores não ficam disponíveis diretamente no objeto.

Para consultar as métricas, é necessário conectar o dispositivo ao celular. Os dados ficam reunidos em um aplicativo, que também permite ajustar configurações e personalizar os recursos disponíveis.

O formato compacto é outro atrativo. Em comparação com outros dispositivos vestíveis, como os relógios, o anel passa mais despercebido e pode ser usado em diferentes situações, sem perder a aparência de uma joia convencional.

A autonomia também chama atenção. Alguns modelos permanecem em funcionamento por vários dias antes de precisarem ser recarregados. Como ficam em contato com o corpo durante longos períodos, conseguem registrar dados de forma contínua.

Por outro lado, a ausência de uma tela impede que as métricas sejam consultadas diretamente no dedo. Para acompanhar os resultados, é necessário recorrer ao celular e ao aplicativo correspondente.

Alerta da Anvisa

Anéis inteligentes que prometem monitorar a qualidade do sono, a frequência cardíaca e até o nível de oxigenação no sangue se tornaram populares. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) faz um alerta importante: esses acessórios não servem para diagnóstico médico e seu uso para essa finalidade pode trazer riscos.

Esses dispositivos são geralmente vendidos como produtos para bem-estar e apoio a atividades físicas. Se o objetivo for apenas acompanhar dados gerais, sem finalidade clínica, eles não precisam de regulamentação da agência. A situação muda completamente quando o aparelho mede parâmetros fisiológicos de uso médico.

Qualquer equipamento que meça pressão arterial, oximetria, glicemia, realize eletrocardiogramas (ECG) ou notifique sobre ritmo cardíaco irregular precisa ser aprovado pela Anvisa. Essa regra vale mesmo que o fabricante alegue que as funções são para lazer ou bem-estar, pois é necessário comprovar a segurança e a precisão dos dados.

Uma medição incorreta da glicemia, por exemplo, poderia levar uma pessoa a usar uma dose errada de insulina. Por isso, a agência é rigorosa na fiscalização desses produtos antes de liberá-los para venda no Brasil.

É fundamental saber que “não existem smartwatch ou anéis vestíveis autorizados pela Anvisa para medição não invasiva de glicose ou oximetria.” Isso indica que a capacidade técnica desses produtos para realizar tais medições ainda não foi comprovada junto ao órgão regulador.

As informações de um anel inteligente NÃO devem ser usadas para confirmar ou descartar uma doença, iniciar tratamentos ou substituir exames e consultas médicas. Um alerta do dispositivo não confirma um problema de saúde, assim como um resultado “normal” NÃO garante que esteja tudo bem.

A Anvisa regula principalmente os softwares que analisam os dados coletados pelos sensores. Atualmente, a agência “NÃO possui nenhum software médico regularizado especificamente para utilizar somente dados provenientes de anéis inteligentes.” As informações são dos jornais O Globo e Correio Braziliense.

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