Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de setembro de 2018
Aos poucos, o candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, começa a interagir com seu eleitorado pelas redes sociais. No sábado, ele, com ajuda de sua família, publicou uma foto sua no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em sua conta do Twitter. “Deus no comando”, escreveu.
No domingo, o candidato participou, pela primeira vez desde que sofreu o atentado, de uma transmissão ao vivo pelo Facebook. Seu filho Eduardo começou a live agradecendo o apoio recebido para a recuperação do pai e logo começou a filmar Jair Bolsonaro, que, emocionado, também agradeceu todo cuidado, apoio e carinho recebido.
Desde que Bolsonaro levou uma facada no abdômen no último dia 6, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), ele só tem postado mensagens e fotos em suas redes. O candidato passou por duas cirurgias e segue internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Nas redes sociais, o candidato escreveu que teve autorização da equipe médica do hospital para fazer a transmissão ao vivo.
Da cama da unidade de terapia semi-intensiva do hospital, Bolsonaro afirmou que a possilidade de perder a eleição “na fraude” para o candidato do PT, Fernando Haddad, é “concreta”.
Para o candidato, a possibilidade de fraude está na votação em urna eletrônica. Autor de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada pelo Congresso que prevê a impressão de um recibo do voto, Bolsonaro lamentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de junho deste ano, que derrubou o voto impresso. “O PT descobriu o caminho para o poder, o voto eletrônico”, afirmou.
Segundo ele, se eleito, Haddad assinará “no mesmo minuto da posse” o indulto para Luiz Inácio Lula da Silva – a quem chamou de “presidiário que está lá em Cuiritiba” – e nomeará o ex-presidente ministro da Casa Civil.
“A grande preocupação não é perder no voto, é perder na fraude. Então, essa possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta”, afirmou.
Segundo Bolsonaro, o que está em jogo no momento “é o futuro de todos vocês que estão aí”. “Até de você que apoia o PT. Você é um ser humano também. Vejo muito petista mudando de lado”, declarou.
Ele disse que espera estar em casa em uma semana “e conversando toda noite durante o horário eleitoral gratuito com vocês”.
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o episódio e deve entregar até o próximo dia 21 o relatório sobre o atentado ao político.
Desde o ataque, Bolsonaro tem movimentado as suas contas nas redes sociais. Mais cedo, neste domingo, ele criticou, pelo Twitter, o que chamou de propostas de “controle da internet” e “regulação da mídia”.
Boletins médico
Bolsonaro conseguiu realizar, sem maiores problemas, os exercícios de fisioterapia programados no sábado, segundo boletim médico.
De acordo com o documento assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo (cirurgião), Leandro Echenique (clínico e cardiologista) e Miguel Cendoroglo (diretor superintendente do Hospital Albert Einstein), o quadro clínico de Bolsonaro segue estável e sem intercorrências.
“Continua em jejum oral, recebendo por via endovenosa todos os nutrientes necessários para sua recuperação. Não apresenta febre ou outros sinais de infecção e realizou os exercícios de fisioterapia com boa tolerabilidade”, afirmaram os médicos no boletim divulgado na noite de sábado.
No fim da tarde deste domingo, o boletim indicou um quadro clínico estável, internado em unidade semi-intensiva. De acordo com o centro médico, ele continua em jejum oral, recebendo nutrientes na veia e sem febre, sinais de infecção ou disfunções orgânicas.
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