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Política O presidenciável Jair Bolsonaro propõe aumentar o número de ministros do Supremo

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Bolsonaro esteve em Fortaleza, o reduto de Ciro Gomes. (Foto: Reprodução)

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) pegou carona nas críticas a recentes decisões da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) no âmbito da Operação Lava-Jato e defendeu a ampliação do número de ministros da Corte. Ele disse que sua ideia seria ampliar para 21 integrantes, para colocar mais dez ministros “do nível do Sérgio Moro”. A proposta foi feita em entrevista coletiva concedida em Fortaleza (CE) e transmitida por meio de suas redes sociais. Bolsonaro propôs também o fim da reeleição para presidente e outros cargos do Executivo, dizendo que daria o “exemplo” de não disputar um novo mandato, caso venha a ser eleito.

A proposta sobre a ampliação do Supremo é de difícil implementação. Seria preciso alterar a Constituição para que a medida seja efetivada. Além disso, cabe sempre ao Senado sabatinar os ministros, podendo até recusar indicações feitas pelo presidente da República.

“Estamos até conversando, porque o Supremo é outra história. Temos até pensado, vamos passar para 21 ministros, se tiver um acordo, para gente colocar lá dez do nível do Sérgio Moro, para poder termos a maioria lá dentro. Pensamos até nisso, porque, pra você como presidente governar com esse Supremo que está aí, está complicado”, disse Bolsonaro.

Questionado diretamente se apresentaria a proposta ao Congresso, respondeu: “Poderia sim. Está na mesa de negociação, se o parlamento topar”. Sobre a reeleição, disse que acabar com o instrumento faz parte de sua proposta de reforma política. “Sobre a reforma política, acaba com a reeleição para nós já”, afirmou.

O presidenciável acredita que não teria problema para aprovar a proposta porque ele já daria o exemplo abrindo mão de um novo mandato. “Eu mesmo dizendo que não quero a reeleição, aí tem tudo pra aprovar”, disse.

Ciro Gomes

Bolsonaro  fez um ataque de forma indireta ao pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, em visita a Fortaleza (CE), base eleitoral do rival. Em entrevista, Bolsonaro disse que não responde as críticas que recebe do rival porque não é psiquiatra para “conversar com doido”. “Porque eu não sou psiquiatra. A gente vai conversar com doido? Está falando palavrões a meu respeito”, disse Bolsonaro.

O pré-candidato do PSL fez críticas também a Ciro por declarações do rival a favor da Venezuela e dizendo que “sequestraria Lula” para evitar a prisão do petista.

Antes, recepcionado por centenas de apoiadores no aeroporto, o pré-candidato fez um rápido discurso em cima de um carro de som estacionado na saída do local, e também cutucou o rival.Afirmou que não quer um Brasil voltado para “cangaceiro, como esse que nós temos aqui”, numa referência ao adversário.

“Não adianta esquerdalha de um lado, centrão pra outro. Agora está na hora do direito, daquele que pensa no Brasil, pensa na família, pensa em botar um fim na questão ideológica, de quem quer sepultar o comunismo e quer o Brasil pra frente de verdade, não um Brasil voltado para cangaceiro, como esse que nós temos aqui. Não tem lugar para maconheiro no planalto não, nem cachaceiro”, disse Bolsonaro, sob fortes aplausos dos apoiadores

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