Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2018
A ofensiva da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) para desconstruir a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) levará à primeira disputa na Justiça Eleitoral entre os principais candidatos à Presidência por causa da propaganda eleitoral no rádio e na TV, que se iniciou na sexta-feira (31). A campanha de Bolsonaro pedirá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que seja retirada do ar a propaganda de Geraldo Alckmin (PSDB) que fala sobre problemas serem resolvidos “a bala”, numa crítica indireta ao discurso do deputado. A inserção foi veiculada nos primeiros vídeos da campanha do tucano na televisão.
Com o mote “não é na bala que se resolve”, a peça publicitária é inspirada em uma propaganda inglesa contra violência armada. O vídeo mostra uma bala atingindo vários objetos que representam problemas brasileiros, como “desemprego” e “falta de saneamento”. No último trecho, a bala vai em direção à cabeça de uma criança. Antes de atingi-la, a trajetória é interrompida e aparece em seguida a frase: “Não é na bala que se resolve.” A advogada Débora Guirra, da campanha de Bolsonaro, destaca que, na visão do PSL, a lei eleitoral foi infringida pelo uso de computação gráfica e pelo fato de o candidato tucano não ocupar 75% do tempo da propaganda.
“Vamos fazer a representação pedindo para retirar a propaganda do ar. Primeiro, porque usa computação gráfica e vários recursos de montagem que a lei proíbe. Está fora do que a lei estabelece. E o candidato, que deveria participar de 75% da propaganda, nem aparece”, afirmou Débora.
A campanha pretende recorrer também para que seja retirado do ar o vídeo do jingle publicado pelo candidato do PSDB em redes sociais. Na peça, Bolsonaro aparece em uma tela com emojis vomitando com o áudio: “Não dá pra errar de novo”. A campanha de Bolsonaro entende que há uma associação depreciativa. Precisando recuperar eleitores que votaram no PSDB em outras eleições e hoje declaram intenção de votar em Bolsonaro, a campanha de Alckmin continuou com a ofensiva para explorar possíveis fragilidades do adversário. A má performance do candidato do PSL entre as mulheres, na comparação com seu bom desempenho entre os homens, como mostram as pesquisas, baseou os novos ataques.
Aplicativo de paquera
Uma outra inserção tucana veiculada no rádio apresenta duas amigas conversando sobre um aplicativo de paquera. Uma delas comenta o perfil de “um gatinho que vota em Bolsonaro”, e a amiga responde: “Miga, sua louca, Bolsonaro agride mulher, xingou uma repórter e disse que não estuprava uma deputada porque ela não merecia. Você vai dar crush (combinar) num cara que admira esse sujeito? Se ele pensa igual ao Bolsonaro, ele pode agir como o Bolsonaro. Deus me livre”, diz a propaganda tucana.
Em seguida, a amiga sugere a escolha de “um cara mais centrado, cabeça no lugar, que curta o Geraldo”, numa referência ao candidato Geraldo Alckmin.
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