Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de setembro de 2026
A primeira-dama, Janja da Silva, usou um adereço de Nossa Senhora Aparecida durante um evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nessa segunda-feira (28). Janja escolheu o pingente para participar da cerimônia de sanção de novas regras voltadas à profissionalização do futebol feminino no País, realizada no Palácio do Planalto.
A escolha do acessório ocorre em meio à polêmica envolvendo publicações nas redes sociais que atribuem a políticos de direita a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A informação, porém, é falsa e foi associada à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Flávio nega que tenha qualquer proposta ou intenção nesse sentido.
O boato ganhou força a partir da circulação de referências a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victorio Galli (MT), que previa a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A proposta foi arquivada em 2008 e não tem relação com uma iniciativa apresentada por Flávio Bolsonaro. Ainda assim, nas redes sociais, publicações passaram a atribuir ao candidato a intenção de retomar ou apoiar uma medida semelhante.
A repercussão levou a campanha de Flávio a contestar as publicações e também provocou uma disputa judicial envolvendo decisões de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na última sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, determinou liminarmente a remoção de publicações relacionadas ao episódio, entre elas uma postagem do humorista Antonio Tabet. A decisão atendeu a um pedido da campanha de Flávio, que alegou que o conteúdo associava o candidato à informação falsa. Mendonça entendeu, em análise preliminar, que a publicação poderia interferir na formação da vontade do eleitor.
No domingo (27), porém, o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu os efeitos da decisão e determinou o restabelecimento da publicação de Tabet e de outros conteúdos removidos pelo mesmo fundamento. Dino considerou que a postagem não citava nominalmente Flávio Bolsonaro e destacou a proteção constitucional à liberdade de expressão e à liberdade religiosa.
A publicação dizia: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
Nessa segunda, Flávio levantou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um ato de campanha ao lado do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O gesto ocorreu enquanto o tema seguia repercutindo na campanha eleitoral.
Também nessa segunda, a defesa de Flávio recorreu ao STF contra a decisão de Dino e pediu que o entendimento de Mendonça volte a produzir efeitos enquanto o caso é analisado. Após o recurso, Dino encaminhou sua decisão para referendo do plenário do Supremo. (Com informações do portal g1)
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