Terça-feira, 05 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de novembro de 2021
A Janssen protocolou na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) um pedido para incluir a recomendação de uma dose de forço da vacina contra Covid-19 produzida pelo laboratório. A agência tem 30 dias para analisar o pleito e decidir se autoriza ou não a alteração da bula.
No pedido, registrado na sexta-feira (19), a empresa apresentou estudos pelos quais defende a aplicação de mais uma dose em pessoas que tomaram a própria Janssen ou Pfizer.
“O pedido será analisado pela Anvisa a partir dos dados e estudos desenvolvidos pela empresa. As possíveis condições de uso, indicações e intervalos serão definidos pela Agência a partir das informações e evidências científicas disponíveis. Os dados são de responsabilidade da empresa e devem demonstrar o benefício da dose de reforço em relação a sua segurança e eficácia”, informa a Anvisa em comunicado divulgado à imprensa.
Até agora, a Janssen era aplicada em dose única. Na terça-feira passada, entretanto, antes mesmo de o pedido chegar à agência reguladora, o Ministério da Saúde anunciou que passaria a adotar mais uma dose para quem havia tomado o imunizante.
“O pedido da farmacêutica prevê a indicação da Janssen em duas situações: como reforço homólogo e heterólogo. O reforço homólogo (mesma vacina) seria destinado a pessoas que foram imunizadas com a dose única da Janssen. Já o reforço heterólogo (vacina diferente) proposto pela empresa seria destinado apenas para pessoa que concluíram a vacinação primária com uma vacina de tecnologia mRNA. Atualmente a única vacina de mRNA aprovada no Brasil é a vacina da Pfizer”, diz a Anvisa.
Outras vacinas
Na quinta-feira, o ministério publicou uma nota técnica que orienta a aplicação de uma dose de reforço também para adultos que tenham sido submetidos aos imunizantes de Pfizer, de AstraZeneca e Coronavac há pelo menos cinco meses. Diferentemente da Janssen, contudo, essas três são aplicadas em duas.
A dose de reforço deve ser, preferencialmente, de Pfizer, já que diversos estudos mostram que o imunizante que usa a tecnologia do RNA mensageiro promove maior resposta imunológica. Na falta dessa vacina, AstraZeneca ou Janssen podem ser administradas.
“O Ministério da Saúde opta por adotar a administração, a partir do 17 de novembro de 2021, de uma dose de reforço da vacina covid-19 para todos os indivíduos com mais de 18 anos de idade, que deverá ser administrada 5 meses após a última”, diz o documento elaborado pela pasta. As informações são do jornal O Globo e da Anvisa.
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