Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de janeiro de 2016
A presidenta Dilma Rousseff não pediu explicação, não restringiu suas reuniões com o ministro Jaques Wagner e não cogita afastar o chefe da Casa Civil do governo por conta de denúncias surgidas no âmbito da Operação Lava-Jato. Para o Palácio do Planalto, as acusações são antigas e somente foram vazadas agora porque o ministro assumiu um papel de protagonista no governo e visam atingir a presidenta da República e o PT.
Segundo o presidente do PT, Rui Falcão, “não há nenhuma comprovação [das denúncias]. Esses ataques fazem parte de uma campanha maior para criar dificuldades para a ação do governo, criminalizar o PT e desgastar a popularidade do ex-presidente Lula, para que ele não venha a ser candidato em 2018”, avaliou Falcão.
Wagner é peça-chave na reorganização política do governo. Ele está na Casa Civil da Presidência há pouco mais de três meses, mas neste período o governo conseguiu retomar a iniciativa onde antes andava a reboque. Um exemplo é o aprofundamento da divisão no PMDB, que afastou a ameaça imediata do impeachment. A demissão de Wagner, no momento, poderia desestruturar o Palácio do Planalto. Desde a reforma, cabe a Wagner criar as condições para que o PT chegue em melhores condições que as atuais na sucessão presidencial de 2018, seja o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o candidato ou outro nome do PT, como o próprio Wagner.
Os comentários estão desativados.