Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de outubro de 2016
João Doria, do PSDB, foi eleito neste domingo (2) prefeito de São Paulo para os próximos quatro anos. O resultado saiu às 20h34, com 96,48% das urnas apuradas, o tucano teve 53,42% votos, o que corresponde a 53,42% dos votos válidos. Doria é o primeiro prefeito de São Paulo eleito em primeiro turno desde 1992, quando as eleições passaram a ter dois turnos. Ele vai tomar posse em 1º de janeiro de 2017.
Antes mesmo da definição matemática da eleição, Doria recebeu telefonema do atual prefeito, Fernando Haddad (PT), reconhecendo sua vitória. “Vamos fazer a transição da melhor forma possível”, disse Doria em entrevista. “Haddad me telefonou me cumprimentando, Marta também. Vamos trabalhar, em breve podemos fazer os primeiros passos. Sempre fiz com muita humildade. Comecei a campanha com 3% chegando a essa posição histórica na vida de São Paulo. Quero agradecer a todos os que me delegaram. Vamos governar para todos.”
“Serei bom gestor, honesto, correto, trabalhador. Vamos fazer uma gestão com muita juventude para modernizar a nossa cidade, colocar São Paulo no plano digital. Vamos reconduzir São Paulo ao papel que ela merece. São Paulo não é dos paulistas, é de todos os brasileiros.”
“Fiz uma grande campanha respeitando os políticos. Essa é a nossa conduta. Teremos uma relação produtiva e republicana com a Câmara Municipal. População mais pobre precisa de um prefeito mais presente.”
João Doria tem 58 anos e é natural de São Paulo. É presidente licenciado do grupo Doria e do comitê executivo do lide – grupo de líderes empresariais. Doria foi secretário municipal de turismo e presidente da Paulistur nos anos 1980. Ocupou ainda o cargo de presidente da Embratur. Ele se candidata à prefeitura de São Paulo pela primeira vez.
O vice-prefeito eleito na chapa de Doria é o deputado federal Bruno Covas.
Haddad reconhece
Em segundo lugar ficou Fernando Haddad, do PT, com 16,68% , seguido por Celso Russomanno, do PRB, com 13,58%; Marta Suplicy, do PMDB, com 10,11%, e Luiza Erundina, do PSOL, com 3,16%.
O candidato do PT, Fernando Haddad, reconheceu a vitória do adversário e ligou para parabenizar Doria. O atual prefeito de São Paulo se colocou à disposição para fazer a transição de governo. “Liguei para João Doria Junior antes de vir para cá, colocando toda equipe da Prefeitura à inteira disposição. A começar por mim”, disse Haddad.
“Penso que nós temos que dar o exemplo e fortalecer as instituições para que possamos elaborar um plano de transição que seja o mais tranquilo possível, para que a cidade só ganhe”, afirmou o petista.
Campanha
Doria destacou ao longo da campanha o perfil de empresário. “Não sou político, sou um gestor”, repetiu. Ele afirmou que não vai construir novas creches e vai promover parcerias com organizações sociais para acabar com a fila. O candidato disse ainda que vai privatizar o Pacaembu, Anhembi e Interlagos, extinguir a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial e vai manter a Secretaria da Pessoa com Deficiência.
O tucano largou com números muito baixos de intenção de voto e sem apoio de boa parte do seu partido. Acusado pelos adversários de comprar votos na pré-campanha, Doria se viu sem o apoio de quadros históricos do PSDB, como Andrea Matarazzo, que migrou para o PSD e se tornou candidato a vice de Marta (PMDB) e o ex-governador Alberto Goldman.
Com uma propaganda baseada em sua biografia de homem que trabalhou para alcançar o patrimônio, Doria cresceu exponencialmente nas semanais finais. (AG)
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