Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de março de 2023
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aprovou nesta segunda-feira (20) uma lei que exige a liberação de informações sigilosas relacionadas à origem da Covid-19, informou a Casa Branca.
O projeto de lei, apresentado em janeiro e agora assinado por Biden, pede que o diretor do Departamento de Inteligência dos EUA (DNI, na sigla em inglês) retire a classificação de sigilo de documentos que tragam informações sobre a origem da doença.
“Meu governo desclassificará e compartilhará o máximo possível de informações sobre a origem da covid-19, de acordo com a proteção contra a divulgação de informações que prejudicariam a segurança nacional”, disse Biden.
Entre as informações a serem liberadas estão:
– Dados sobre a origem do vírus Sars-Cov-2;
– Possível relação entre o Instituto de Virologia de Wuhan, na China, e a origem da doença;
– Estudos envolvendo qualquer tipo de coronavírus em Wuhan anteriores ao aparecimento da Covid-19;
– Detalhes sobre os pesquisadores que ficaram doentes em 2019.
Debate politizado
Esses dados são aqueles obtidos pela inteligência americana e não são definitivos, ou seja, não quer dizer que realmente expliquem a origem do vírus. Eles apenas trazem o que os EUA coletaram ou descobriram sobre o assunto.
O governo americano vem conduzindo um debate altamente politizado sobre as origens da pandemia desde que os primeiros casos foram relatados na cidade chinesa de Wuhan no final de 2019.
O debate foi reabastecido no mês passado, quando o “Wall Street Journal” informou que o Departamento de Energia dos EUA avaliou que a pandemia provavelmente surgiu de um vazamento de laboratório chinês.
A China nega que o vírus tenha saído de um laboratório.
A Casa Branca não divulgou quando esses documentos serão liberados ao público.
Material genético
Em outra frente, material genético coletado no mercado chinês próximo ao local onde os primeiros casos de covid-19 foram identificados mostrou o DNA de uma espécie de guaxinim (um canídeo originário do Japão, chamado “cão-guaxinim”) misturado com o vírus.
Cientistas agora investigam a possibilidade de haver relação entre o achado e a origem da pandemia. O centro chinês de controle de doenças colocou recentemente os dados genéticos que ligam o coronavírus ao cão-guaxinim no maior banco de dados público de vírus do mundo, mas removeu logo em seguida.
No entanto, um biólogo francês descobriu as informações por acaso e as compartilhou com um grupo que está investigando as origens do coronavírus.
O cão-guaxinim é criado por causa de seu pelo e a carne é vendida em mercados por toda a China. A amostra ainda será analisada por outros especialistas, que precisam comparar as sequências genéticas para ver qual veio primeiro.
“Esses dados não fornecem uma resposta definitiva sobre como a pandemia começou, mas todos os são importantes para nos aproximar dessa resposta”, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no último dia 17.
Tedros também criticou a China por não compartilhar as informações genéticas mais cedo, afirmando que “esse dado poderia e deveria ter sido compartilhado três anos atrás”. As informações são do portal de notícias G1.
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