Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de junho de 2021
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a vice-presidente Kamala Harris sancionaram uma lei nesta quinta-feira (17) para tornar o dia 19 de junho um feriado nacional para celebrar o final da escravidão dos americanos negros.
O projeto, que foi aprovado com ampla maioria pela Câmara dos Deputados na quarta-feira após uma votação unânime no Senado, marca o dia em 1865 quando um general da União informou um grupo de pessoas no Texas que eles haviam sido libertados dois anos antes pela Proclamação da Emancipação do então presidente Abraham Lincoln, durante a Guerra de Secessão norte-americana. A data é conhecida pelo apelido de “juneteenth” nos Estados Unidos.
“O Juneteenth marca tanto a longa e dura noite de subjugação causada pela escravidão quanto uma promessa de uma manhã mais clara adiante”, disse Biden. O presidente afirmou que o dia é uma lembrança “do fardo terrível que a escravidão causou no país e ainda causa”.
Biden disse que “grandes nações não ignoram seus momentos mais dolorosos (…) elas os abraçam”. O democrata falou em um salão onde estavam presentes 80 membros do Congresso, autoridades eleitas locais, líderes comunitários e ativistas como Opal Lee, que fez campanha para que a data fosse transformada em um feriado nacional.
“É um dia de muito peso e de intenso poder, um dia em que nós nos lembramos da ferida moral e da terrível consequência que a escravidão deixou no país”, disse Biden.
O presidente e seus colegas democratas estão sendo pressionados para responder a uma série de leis estaduais apoiadas pelos republicanos que, segundo ativistas de direitos civis norte-americanos, buscam suprimir o direito ao voto de minorias, e, além disso, para abordar de maneira significativa os assassinatos desproporcionais de negros pela polícia.
O presidente Abraham Lincoln havia ordenado o fim da escravidão dois anos e meio antes, ao assinar a Proclamação de Emancipação em 1º de janeiro de 1863. Porém, durante a Guerra Civil (1861-1865), a escravidão continuou nos estados confederados do sul dos Estados Unidos.
O líder do exército confederado, Robert Lee, assinou sua rendição em 9 de abril de 1865. Levou mais de dois meses para que a notícia chegasse à pequena cidade de Galveston, no Texas, em 19 de junho.
O “Juneteenth” já era feriado em alguns estados do país, inclusive no Texas, mas até agora não havia sido designado uma data federal.
Os apelos pela criação do feriado nacional aumentaram após o assassinato de George Floyd, um homem negro morto por um policial branco em 25 de maio de 2020.
O dia 19 de junho “nos lembra de uma história marcada pela brutalidade e a injustiça, e nos lembra da responsabilidade que temos de construir um futuro de progresso para todos que honrem o ideal de igualdade dos Estados Unidos”, disse a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.
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