Sábado, 31 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2016
Ficar assistindo da arquibancada, que nada! Considerado um esporte misto, por trabalhar com exercícios aeróbicos e anaeróbicos ao mesmo tempo, o futebol pode trazer diversos benefícios à saúde feminina.
“Na maior parte do tempo, são feitas atividades aeróbicas, porque a pessoa precisa andar, trotar e correr em intensidade moderada para se manter ativa na partida. Mas em jogadas que exigem velocidade maior, como arrancadas, roubadas de bola, usa-se mais a via anaeróbica de obtenção de energia. Na prática, isso significa que o futebol ajuda tanto a perder peso quanto a definir os músculos”, resume o preparador físico Lucas Piccinato.
De acordo com o especialista, as partes do corpo que mais ficam definidas com a prática do esporte são panturrilhas, coxas, glúteos e aparelho abdominal. Porém, antes de entrar em campo, é necessário fazer exames médicos, para garantir que nenhum problema de saúde provoque complicações durante o exercício.
Outros benefícios trazidos pelo futebol são redução da glicemia, controle da pressão arterial e melhora da condição cardiorrespiratória. Aos 10 anos, a atacante Juliana Pires, hoje com 18 e atleta profissional, começou a jogar por recomendação médica, para ajudar no tratamento de bronquite crônica.
“Eu sofria da doença desde os 3 anos e sentia muita dificuldade para fazer várias coisas, até dormir. Depois que entrei na escolinha de futebol, a respiração melhorou bastante e não tive mais crises”, conta Juliana. “Além disso, o esporte evita que eu fique parada, sem me exercitar por preguiça, e ajuda a deixar o corpo bonito.”
Aumento da concentração.
Além da parte física, a mente também obtém vantagens com a prática do futebol. Aumento da concentração e melhora da capacidade de tomar decisões e de resolver problemas são algumas delas.
“Por ser coletivo, esse esporte ajuda a ampliar a capacidade de lidar com as diferenças porque, apesar delas, é preciso trabalhar em grupo para se chegar ao resultado desejado”, diz Piccinato. “Ele também ensina a pessoa a perder e a aprender com o que não conseguiu realizar. Ou seja, como fazer diferente da próxima vez.”
Para a zagueira Beatriz Sartori, 17 anos, o futebol funcionou como um complemento à terapia para que ela aceitasse melhor sua estatura. Hoje com 1,80 metro, ela sempre foi mais alta do que as outras meninas de sua idade, o que a fazia se sentir diferente.
“Eu me sentia meio deslocada. Quando comecei a treinar, passei a conviver com mais pessoas e a perceber as diferenças entre elas, o que me ajudou a me aceitar”, conta Beatriz, que também é atleta profissional. (AG)
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