Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

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Esporte Jornais estrangeiros repercutem o caso de nadadores dos Estados Unidos

Em entrevista à rede de TV americana NBC, o medalhista Ryan Lochte disse que eles foram obrigados a deitar no chão por homens que mostraram “distintivos policiais”.(Foto: Reprodução)

A imprensa internacional vem repercutindo, passo a passo, o caso envolvendo os quatro nadadores americanos que afirmam ter sido assaltados na madrugada de domingo, à mão armada.

O surgimento de um vídeo gravado por uma câmera de segurança em um posto de gasolina é a prova definitiva de que os atletas mentiram, afirma a Polícia Civil.

O “Los Angeles Times” registra o surgimento do vídeo como ponto de virada na história: “Assalto a Ryan Loche é questionado após surgimento de detalhes sobre confusão em posto de gasolina”.

Já o jornal “USA Today” é ainda mais taxativo: “Polícia brasileira: Lochte inventou história sobre assalto”.

Em letras garrafais, o “Boston Globe” também dá destaque ao fim da trama criada pelos atletas: “Polícia do Brasil afirma que Ryan Lochte inventou história de assalto”.

Em sua página principal, o “New York Post” dá grande destaque à trama: “Lochte e outros três nadadores mentiram sobre assalto para acobertar briga em posto de gasolina”.

O caso também estampa a manchete do site da “BBC” como uma mentira criada para “disfarçar” a confusão em que os rapazes se envolveram.

O enredo também foi parar na página principal do site do “The New York Times”, que menciona também testemunhas ouvidas pela polícia brasileira e que endossam o veredicto de que Lochte e seus amigos inventaram tudo.

O britânico “The Guardian” cita uma briga envolvendo os americanos e um segurança do posto, localizado na Barra da Tijuca, e também uma declaração inicial do diretor de Comunicação da Rio 2016, Mario Andrada, em que ele argumenta que os nadadores “se divertiram, erraram, mas a vida continua”.

 

Polícia afirma que nadadores mentiram sobre assalto

Ryan Lochte e James Feigen mentiram sobre eles e seus companheiros Gunnar Bentz e Jack Conger terem sido assaltados após deixarem a Casa França, na madrugada do último domingo. De acordo com a investigação da Polícia Civil, na verdade, eles se envolveram numa confusão num posto de gasolina. O fato de os nadadores americanos Gunnar Bentz e Jack Conger, que foram retirados de um voo da American Airlines para Atlanta, na noite desta quarta-feira, terem se negado a falar sobe o caso reforçou as suspeitas da polícia.

Durante esta madrugada, funcionários do posto procuraram a delegacia para dar uma nova versão. As testemunhas foram ouvidas e desmentiram a história contada por Lochte e Feigen. A polícia analisa também imagens de circuito interno do estabelecimento que mostra o momento em que os nadadores se desentendem com funcionários.

O vídeo mostra um dos nadadores tentando invadir o banheiro de um posto Shell na Avenida Armando Lombardi, na Barra. Ele é contido por seguranças e começa uma briga.

A notícia de que os atletas tinham sido assaltados começou a circular no domingo. Em entrevista à rede de TV americana NBC, o medalhista Lochte disse que eles foram obrigados a deitar no chão por homens que mostraram “distintivos policiais”.

“O táxi foi parado por uns caras que mostraram distintivos policiais. Não havia carro de polícia com suas luzes, apenas esses distintivos. Eles sacaram as armas e falaram para sairmos do carro, para que nos deitássemos no chão. Os outros três obedeceram, mas eu me recusei. Disse que não havia feito nada errado, então não deitaria. Mas um deles puxou a arma, colocou na minha testa e disse ‘deita no chão’. Levantei as mãos e falei que tudo bem, que iria deitar. Ele pegou nosso dinheiro, levou minha carteira, mas deixou meu celular e documentos, minha credencial”, relatou na época.

Mas, após o início das investigações, as contradições começaram a aparecer. Uma delas é quanto o horário de chada à Vila Olímpica. Nos depoimentos de Lochte e Feigen, eles disseram ter saído de uma festa da Casa da França, na Gávea, às 4h. Imagens de câmeras de segurança, no entanto, mostram o grupo saindo do local às 5h50min. As câmeras da Vila dos Atletas mostram os quatro chegando ao local às 6h56min.

Outra imagem obtida pela polícia nesta quarta é de um posto de gasolina que fica próxima à entrada da Casa da França. As imagens ainda estão sendo analisadas. O objetivo da polícia é, pelas imagens, identificar o motorista do táxi ou a placa do veículo.

Por causa disso, o Polícia Civil pediu para que os passaportes dos nadadores que ainda se encontram no Brasil fossem apreendidos para que eles não saíssem do País até que a situação fosse esclarecida. Quando o pedido foi feito, Ryan Lochte já tinha voltado para os Estados Unidos.

Segundo o “G1”, assustados por não poderem voltar para casa, os nadadores Gunnar Bentz e Jack Conger só vão se pronunciar sobre o caso quando a confusão for desfeita.

“A delegacia diz que eles são testemunhas e o despacho do juiz diz outra coisa. Enquanto isso não for solucionado, eles não vão prestar depoimento”, afirmou o advogado Sérgio Riera, como mostrou o Bom Dia Rio. (AG)

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