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Brasil Jornalistas da TV Record são liberados na Venezuela, após prestar depoimento

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Terceira ponte sobre o Rio Orenoco, cuja obra custou US$ 1,682 bilhão. Esse é um dos empreendimentos na Venezuela sobre os quais pairam suspeitas de corrupção envolvendo a Odebrecht. (Foto: Divulgação)

Presos no sábado (11) por autoridades venezuelanas, os jornalistas da TV Record Leandro Stoliar e Gilson Souza foram soltos na madrugada deste domingo (12), após prestarem depoimento na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional, em Maracaibo.

A equipe apurava uma reportagem sobre pagamento de propina pela Odebrecht a autoridades do país para a construção de uma ponte sobre o Lago Maracaibo, obra iniciada em 2005 por Hugo Chávez e nunca concluída.

A assessoria de imprensa da emissora informou, por meio de nota, que os dois funcionários serão levados a Caracas, de onde embarcam para o Brasil e devem chegar a São Paulo nesta segunda:

“A RecordTV informa que os jornalistas Leandro Stoliar e Gilson Oliveira foram liberados de madrugada e puderam dormir em um hotel, em Maracaibo , no Estado de Zulia, na Venezuela. A RecordTV segue acompanhando o retorno dos seus profissionais junto com as autoridades do governo brasileiro e entidades de direitos humanos venezuelanas porque policiais ainda permanecem vigiando os deslocamentos dos dois jornalistas. A previsão é que Leandro e Gilson desembarquem no Brasil, nesta segunda feira, 05:50 da manhã, pela Avianca, no Aeroporto Internacional, em Guarulhos”.

Stoliar e Souza foram presos com os ativistas venezuelanos José Urbina e María Jose Túa, coordenadores da organização não-governamental Transparência Venezuela. “A comissão do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional deteve e escoltou (os brasileiros) até sua sede em Maracaibo para uma audiência.

Ao chegarem, foram recolhidos seus telefones celulares. A Transparência Venezuela exige a liberação deles”, disse a ONG em um comunicado. Segundo a agência de notícias France-Presse, a ONG não informou se os brasileiros tinham realizado os procedimentos para obter a permissão do Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela para atuar no país. O governo venezuelano tem retido e deportado jornalistas estrangeiros por esse motivo.

Na última semana, o Parlamento venezuelano aprovou uma investigação sobre a Odebrecht. Parlamentares ligados ao governo federal não participaram da sessão. Representantes da construtora no país foram convocados pela Comissão de Controladoria e devem ser ouvidos durante a semana.

O Ministério Público venezuelano solicitou ao Ministério Público Federal brasileiro o compartilhamento de informações. A Odebrecht admitiu ao Departamento de Justiça do Estados Unidos ter realizado pagamentos de US$ 98 milhões em propina na Venezuela.

Na última semana, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, se comprometeu a terminar as obras da construtora que foram interrompidas após a divulgação de casos de corrupção. (AG)

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