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Brasil José Dirceu embarca no aeroporto de Brasília em direção a Curitiba

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O ex-ministro José Dirceu deixa a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, de onde segue a caminho do hangar da PF no aeroporto de Brasília para embarcar para Curitiba e se juntar a outros presos da 17ª etapa da operação Lava-Jato. (Foto: Reprodução)

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu embarcou em um avião da Polícia Federal (PF) no aeroporto Juscelino Kubitschek, por volta das 14h desta terça-feira (4), em direção a Curitiba, onde irá se juntar aos demais presos da Operação Lava-Jato. A previsão é que a aeronave da PF desembarque na capital paranaense em torno das 16h.

O ex-chefe da Casa Civil foi preso em casa, nesta segunda (3), por ordem do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. Dirceu é suspeito de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Os outros sete presos na mais recente fase da Lava Jato – entre os quais Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de José Dirceu – já estão em Curitiba.

Eles realizaram o exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) da capital do Paraná por volta das 10h30min desta terça.

O grupo está detido na carceragem da superintendência da PF desde esta segunda-feira, quando foi deflagrada a 17ª etapa da operação.

Inicialmente, a Polícia Federal pretendia levar o ex-chefe da Casa Civil ao Paraná já nesta segunda-feira, porém, como foi necessário aguardar autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para transferi-lo, a corporação optou por conduzi-lo somente nesta terça.

Ele será transferido em um jato da PF para evitar eventuais riscos de segurança em um voo comercial.

O comboio da PF que conduziu Dirceu deixou a superintendência do Distrito Federal por volta das 12h45min. Ele deixou o prédio escoltado por dois policiais e foi para o hangar da Polícia Federal no aeroporto de Brasília.

O aval para José Dirceu ser transferido para Curitiba, sede das operações da Lava-Jato, foi dado na noite desta segunda pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo. A mudança do local da prisão dependia da autorização de Barroso porque o magistrado é o relator das execuções penais do processo do mensalão do PT.

Condenado por corrupção ativa no caso, o ex-chefe da Casa Civil atualmente cumpre prisão domiciliar na capital federal.

Na tentativa de manter Dirceu em Brasília, a defesa do ex-ministro protocolou um pedido no STF alegando que, desde que soube que era investigado, o petista se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e, que a exemplo de presos condenados, poderia passar o tempo de prisão preventiva perto de familiares.

Para o advogado Roberto Podval, que representa o petista, o ex-chefe da Casa Civil é um “bode expiatório”, e a prisão é “política”.

Executiva do PT

Na manhã desta terça, a executiva nacional do PT se reuniu em Brasília para, entre outros pontos, definir a posição oficial do partido em torno da prisão de José Dirceu. No dia da prisão do ex-ministro pela Lava-Jato, a legenda se limitou a divulgar uma nota na qual negou ter participado de “qualquer esquema de corrupção”.

A sigla destacou ainda no comunicado que todas as doações que recebeu foram “legais”.

Segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, o ex-ministro da Casa Civil participou da instituição de um esquema de corrupção da Petrobras quando ainda estava na chefia da Casa Civil, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com as investigações, Dirceu foi “instituidor e beneficiário do esquema da Petrobras”, mesmo durante e após o julgamento do mensalão.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, um dos procuradores da República que atuam na Lava-Jato afirmou que o esquema de corrupção que atuava na Petrobras foi criado quando Dirceu ainda era ministro da Casa Civil, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e “teria persistido” depois que ele deixou o governo, após o escândalo do mensalão do PT. (AG)

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