Domingo, 09 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 9 de agosto de 2015
Preso na Suíça acusado de receber propina em negociações de contrato, o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin gastou 15,4 milhões de reais em imóveis nos últimos meses antes de deixar o comando do futebol brasileiro.
No ano da Copa do Mundo no País, o cartola comprou três imóveis no eixo Rio-São Paulo: uma mansão no Jardim Europa, um conjunto na avenida Paulista e uma cobertura de frente para a praia da Barra da Tijuca – todos por valores abaixo do mercado.
Nos negócios, ele optou por não colocar os novos bens no seu nome. Preferiu usar uma de suas empresas, a JMN Empreendimentos e Participações Ltda, para registrar as propriedades.
A mansão no Jardim Europa, uma área nobre da capital paulista, foi comprada em abril, pouco antes de deixar o poder. Por ela, Marin desembolsou 13,5 milhões de reais, pouco mais da metade (62%) do valor venal registrado na escritura. Como está registrado em um documento do 4º Cartório de Registro de Imóveis, a residência é avaliada em 21,7 milhões de reais pela prefeitura. A mansão tem mais de seis quartos e está em um terreno de 2.600 m² na avenida Europa.
O mesmo aconteceu no imóvel da Barra da Tijuca: Marin pagou 1,6 milhão de reais e o duplex foi avaliado pela Secretaria Municipal de Fazenda em 3,3 milhões de reais. O atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, teria adquirido um outro imóvel no mesmo andar.
A sala na avenida Paulista foi comprada por 300 mil reais e especialistas avaliam que valha, na realidade, 500 mil reais.
Os advogados de Marin afirmaram que a compra dos imóveis foram “legais”. Além disso, dizem que os negócios são compatíveis com as receitas do ex-dirigente nos últimos anos. (Folhapress)
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