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Brasil Juiz determina a prisão de dois empresários em investigação da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro

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Empresários estão ligados a irregularidades no sistema de transportes. (Foto: Divulgação)

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, expediu mandados de prisão contra dois empresários ligados ao esquema de corrupção envolvendo a Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro).

Na manhã desta quarta-feira (09), um dos mandados foi cumprido contra Nuno Canhão Bernardes Gonçalves Coelho, em Curitiba, no Paraná. O outro empresário, Guilherme Neves Vialle, está no exterior. A Difusão Vermelha da Interpol (a polícia internacional) já foi pedida.

Segundo as investigações, os empresários tentavam lavar dinheiro para Rogério Onofre, ex-diretor do Detro, e para a sua esposa, Dayse Deborah Alexandra Neves, presa no início do mês passado. A Polícia Federal encontrou documentos que sugerem a existência de contas no exterior em nome de Onofre e provas que indicam que Dayse e Onofre faziam a lavagem de dinheiro de recursos ilícitos mediante a compra de imóveis em construção com o grupo empresarial de Nuno e Guilherme.

A ação foi batizada como Gotham City e é mais um desdobramento da Operação Ponto Final, mais uma fase da Lava-Jato. Na terça-feira (08), o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) virou réu pela 14ª vez na Lava-Jato. O juiz Marcelo Bretas aceitou as duas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal. Além de Cabral, também viraram rés outras 23 pessoas.

Todos os denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) foram investigados durante a Operação Ponto Final, que desvendou um esquema criminoso no setor de transportes do Estado. Segundo os procuradores, só o ex-governador pode ter recebido aproximadamente R$ 145 milhões em propinas.

Veículos blindados

Quarenta e seis veículos blindados de uma transportadora suspeita de atuar como o banco do esquema de corrupção envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral serão cedidos pela Justiça Federal para a segurança pública do Estado. O juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Estado, enviou ofício ao secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, informando que os veículos da Trans-Expert – Vigilância e Transporte de Valores podem ser utilizados pelos órgãos de segurança.

No início de junho, o delegado Vinícius Ferreira Domingos, titular da Delegacia de Combate às Drogas, pediu ao juiz que dez carros blindados da transportadora ficassem como patrimônio para o Estado. De acordo com investigações da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Cabral e seu grupo contavam com um “banco paralelo” para movimentar o dinheiro da corrupção – papel que seria desempenhado pela transportadora Trans-Expert, que mantinha um cofre exclusivo para o dinheiro do grupo.

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