Sábado, 03 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de agosto de 2017
O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal, decretou novamente, na tarde desta sexta-feira (25), a prisão do ex-presidente do Detro (Departamento de Transportes do Rio) Rogério Onofre.
Bretas havia recebido o pedido do MPF e em princípio havia afirmado que, apesar de os fatos serem gravíssimos, não poderia analisar a questão diante do posicionamento do ministro Gilmar Mendes. Ele então havia decidido encaminhar ofício ao ministro do STF relatando os fatos novos.
Onofre foi preso em julho na Operação Ponto Final, que apurou corrupção no setor de transporte do estado do Rio. Ele recebeu habeas corpus na noite de terça-feira (22), concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, assim como sua esposa, Dayse Deborah Alexandra Neves. O MPF, porém, pediu novamente a prisão. Entre os argumentos estava a acusação de que Onofre vinha ameaçando outros detidos na operação.
Onofre se tornou réu junto com outras 23 pessoas, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral, em investigação da Lava Jato no Rio.
Entre as provas apresentadas pelos procuradores sobre as ameças está um áudio feito no momento em que a operação Ponto Final ocorria.
“O negócio aqui tá feio pro meu lado, cara. Eu não tenho dinheiro nem pra viajar se você quer saber. Vê se você me arruma o meu dinheiro aí, dá um jeito, vocês não estão dando solução de nada, vocês não estão conversando, vocês têm imóveis aí não dão nada. Vocês não estão acreditando, rapaz, na sorte. Vocês ainda não morreram porque eu quero receber, mermão. Agora eu tô percebendo que vocês não vão pagar mesmo, aí então…”
Segundo investigações, pelas mãos de Onofre passaram pelo menos R$ 40 milhões em propina. Ele é advogado, ex-prefeito de Paraíba do Sul – com dois mandatos –, e foi indicado em 2007 pelo então governador Sérgio Cabral, também preso na Lava Jato, para a presidência do Detro, órgão que fiscaliza o transporte intermunicipal no Rio. Em um perfil no Facebook sobre sua gestão, Onofre diz que recebeu autonomia total para combater o crime.
Outro réu é David Augusto Sampaio, policial civil aposentado que é acusado de fazer parte do esquema de propina do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.
Entenda
O ex-presidente do Detro foi preso em Florianópolis há cerca de um mês e meio. Na época, agentes da PF também cumpriram mandados de busca e apreensão na capital de Santa Catarina e no Leblon, na Zona Sul do Rio, em imóveis ligados a Onofre.
Segundo investigações, pelas mãos de Onofre passaram pelo menos R$ 40 milhões em propina. Ele é advogado, ex-prefeito de Paraíba do Sul – com dois mandatos –, e foi indicado em 2007 pelo então governador Sérgio Cabral, também preso na Lava Jato, para a presidência do Detro, órgão que fiscaliza o transporte intermunicipal no Rio. Em um perfil no Facebook sobre sua gestão, Onofre diz que recebeu autonomia total para combater o crime. (AG)