Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de março de 2016
A determinação do juiz Sérgio Moro, que mandou a PF (Polícia Federal) levar o ex-presidente Lula de forma coercitiva para depor, pode ter injetado combustível na campanha de Lula para a Presidência, em 2018.
Cientistas políticos dizem que o petista ganhou fôlego, embora tenha ficado com a imagem arranhada. “Moro lançou a candidatura de Lula. O ex-presidente foi chamado para o centro do ringue e não vai recuar”, analisou Felipe Borba, professor da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro).
Já o telefonema de Dilma Rousseff a Lula para demonstrar solidariedade e a ida à casa dele, em São Paulo, no dia seguinte ao depoimento, foram interpretados como uma forma de ela tentar mais apoio do PT.
“Dilma não deixaria de se solidarizar porque ela não tem mais onde se segurar. Setores do PT começaram a abandonar o governo. Ela não tem mais base social. Até alguns empresários estão virando as costas, o governo está em franca desorganização”, diz Geraldo Tadeu, professor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro). (AD)
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