Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de fevereiro de 2016
O marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e nas campanhas da presidenta Dilma Rousseff em 2010 e 2014, é suspeito de ter oculto dinheiro ilegal recebido da empreiteira Odebrecht na compra de um apartamento de 3 milhões de reais, em São Paulo.
O juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava-Jato, decretou o sequestro do imóvel a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal e da PF (Polícia Federal). “Identificamos, com auxílio da Receita Federal que João Santana adquiriu um apartamento em São Paulo de 3 milhões de reais, que parecia incompatível. O valor saiu da empresa Polis”, afirmou o delegado da PF Filipe Hille Pace.
Segundo ele, apesar da compra ter sido declarada em nome da Polis, foi identificado por acordo de cooperação com o Citibank em Nova York (EUA) um pagamento de 1 milhão de dólares para o dono do apartamento.
A 23 fase da Lava-Jato tem como foco central os pagamentos da Odebrecht e do operador de propinas Zwi Skornicki para contas secretas do marqueteiro e de sua mulher e sócia. O casal seria controlador da offshore Shellbill Finance SA, aberta no Panamá. A conta recebeu pelo menos 3 milhões de dólares entre 2012 e 2013, que teriam relação direta com o PT.
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