Sábado, 04 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 31 de março de 2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu punições para magistrados que cometem erros. O magistrado também disse que tem conversado com colegas para que a Corte encerre o inquérito das fake news. As declarações foram dadas a jornalistas na tarde dessa terça-feira (31), ao ser questionado sobre a crise institucional que atinge a Corte.
“Parlamentares erram e devem responder por seus erros. Gestores públicos erram e devem responder por seus erros. Juízes também erram, e nós vamos responder pelos nossos erros, ou responder às críticas, ou submetermos às consequências das nossas ações ou omissões. É isso que preserva a instituição. Em meu modo de ver, quando o contribuinte olha para o sistema de Justiça, ele dirá: ‘Aqui tem um problema, mas a casa de máquinas desse sistema funciona de modo saudável’”, afirmou.
Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão envolvidos no caso do Banco Master. O primeiro teve a mulher contratada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O segundo teve negócios da família vinculados ao Master.
Fachin ponderou que o tribunal tem cumprido a missão de defender a Constituição Federal e o Estado Democrático de Direito.
“O Supremo Tribunal Federal tem cumprido a função de guardião da Constituição no meu modo de ver. Há críticas a serem feitas e é bom que haja, isso caracteriza uma sociedade aberta, uma sociedade livre. Portanto, as críticas, algumas mais ácidas, elas são bem-vindas, porque é disso que vive a democracia. A democracia é verdadeira quando o dissenso se instala e os que pensam de maneira diversa conseguem conviver. Cabe se verificar qual é a densidade de eventual desvio que um tribunal constitucional tem de sua função de ser guardião princípio da Constituição”, disse.
O presidente do Supremo disse, ainda, que tem esperança na aprovação de um código de ética para o tribunal ainda neste ano. Ele deu à ministra Cármen Lúcia a incumbência de relatar o caso e contou que enviou sugestões para a magistrada.
Fachin também disse que tem conversado sobre o assunto com os demais ministros do Supremo. “Eu creio que os diálogos estão cada vez mais frutíferos nesse sentido”, afirmou.
Segundo ele, é fundamental que as palestras pagas proferidas pelos ministros sejam informação pública, seguida do valor recebido. No entanto, haveria resistência dos colegas no sentido de informar previamente a realização desses eventos. A alegação seria a vulnerabilidade do aparato de segurança que protege os integrantes da Corte.
Questionado se haveria punição para ministros que descumprissem as regras, ele informou que seria necessário a instalação de uma comissão de ética nos moldes do que existe na Presidência da República para fiscalizar a conduta dos pares. Fachin ponderou que, na Corte, há resistência a essa ideia.
Fake news
Em outra frente, o presidente do tribunal informou que tem conversado com os colegas sobre o encerramento do inquérito das fake news, aberto em 2019 e conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Fachin disse que o debate é positivo, mas não deu detalhes sobre uma previsão de quando o inquérito seria concluído.
“O inquérito cumpriu uma função importante do ponto de vista da salvaguarda de prerrogativas dos ministros do Supremo, que são fundamentais para a defesa do Estado de Direito e da democracia. É fundamental reconhecer a relevância que o inquérito teve e que, em parte, ainda pode ter, e também o papel fundamental que foi e vem sendo exercido pelo ministro Alexandre de Moraes, que é o relator desse inquérito. Mas é o momento de pensar no encerramento desse tipo de atividade. Eu já conversei sobre esse tema com o relator e tenho iniciado conversas com os demais ministros. Portanto, é um assunto que está na pauta. O ministro Alexandre de Moraes se mostrou disposto ao encerramento desse inquérito”, disse.
Fachin também criticou que o STF seja uma pauta política em ano eleitoral. Ao fim da conversa com a imprensa, ele repetiu seu bordão: “Ao Direito o que é do Direito e à política o que é da política”. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Ministros do STF ãno são juízes são apoiadores de corruptos indicados muitas vezes por condenados, ex presidiários que respondem ao povo “perdeu mané” não existe mais homens do judiciários sérios e capazes de julgar imparcialmente são na grande maioria mamadores de penduricaslhos, comedores de camarão e lagostas que julgam casos graves com a cara cheia de vinho premiado ou com cachaça.
Só que um erro de juiz acaba com a vida de uma pessoa, de uma família inteira, de um país e as consequência são devastadoras sem retorno , sem ter a quem recorrer, JUÍZES NÃO PODEM ERRAR, JUÍZES DEVEM SER FORMADOS PARATAL E NÃO INDICADOS POR POLÍTICOS CORRUPTOS.
A INCORRUPTÍVEL JUSTIÇA DE DEUS vai julgar quem julga se achando acima do bem e do mal…
🚨A CANETADA DA SALVAÇÃO! O ministro escolhido por Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, acaba de devolver o cargo ao PREFEITO TIKTOKER de Sorocaba.
Prefeito de Sorocaba escapa de cassação com canetada do ministro bolsonarista Kassio Nunes
E nada como uma aposentadoria compulsória para punir aqueles que praticam crimes. Artigo 5º da Constituição Federal: “Todos são iguais perante a lei.”… Só no papel!