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Porto Alegre Júri condena à prisão homem que baleou na cabeça um voluntário durante as enchentes de Porto Alegre

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Processo menciona atentado sem motivo, com atirador e vítima sem contato anterior. (Foto: GAI Media)

Júri popular realizado em Porto Alegre resultou em setença de quase 27 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, a um um homem que tentou matar volutário que auxiliava vítimas das enchentes de 2024. Também foram levados em conta no cálculo da pena os crimes de sequestro e cárcere privado de uma família ao fugir da cena do atentado, além de constrangimento ilegal e porte ilegal de arma-de-fogo com numeração raspada.

O réu já estava preso preventivamente e teve sua custódia mantida após a condenação. Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), no dia 4 de maio daquele ano, um sábado, a vítima distribuía marmitas e outros donativos a moradores atingidos pela calamidad no bairro Rubem Berta (Zona Norte), quando foi atingido por um tiro na cabeça, à queima-roupa, mas acabou sobrevivendo.

Um dos aspectos do incidente que mais causaram maior perplexidade junto a familiares do voluntário e testemunhas foi o fato de que os dois homens não se conheciam. De acordo com o promotor Vinícius de Melo Lima, que atuou em plenário no tribunal, atirador e vítima sequer haviam travado qualquer tipo de contato anteriormente. Também não houve discussão.

Em seguida, o autor do disparo fugiu do local e invadiu uma casa, para se esconder. Ele fez então reféns quatro moradores da residência, incluindo uma idosa de 80 anos. Mas acabou rendido pela Polícia, preso e processado por homicídio duplamente qualificado pelos agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa, além das outras acusações já mencionadas.

Novo Hamburgo

Será realizado nesta terça-feira (5), em Novo Hamburgo (Vale do Sinos), o julgamento de uma acusada de encomendar a morte do marido, escrivão de Justiça, na madrugada de 22 de outubro de 2006. Ela responde por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima).

Na denúncia formulada pelo Ministério Público consta que o crime foi cometido no bairro Pátria Nova, de forma premeditada. A então companheira teria facilitado a entrada de dois executores na residência do casal quando a vítima dormia no quarto. O suposto motivo do crime era a possibilidade de perdas financeiras pela mulher com uma iminente separação conjugal.

O andamento do processo foi marcado por recursos, inclusive em instâncias superiores, o que resultou na sua prolongada tramitação. Em outubro de 2023, após dois dias de júri, a ré recebeu sentença de 15 anos e nove meses de reclusão, mas em novembro de 2024 a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grandedo Sul (TJRS) apontou irregularidades no julgamento, que foi anulado.

Dentre os problemas estavam o uso de fotografias pessoais da acusada que não guardam relação direta com o crime e poderiam influenciar indevidamente os jurados. Com isso, determinou-se a sua soltura, até e a retomada do processo à fase anterior. Os detalhes estão no portal mprs.mp.br

(Marcello Campos)

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