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Brasil Juristas se dividem entre Bolsonaro e Fernando Haddad

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Jair Bolsonaro tem rejeição de 42,7%, e Fernando Haddad, 51,4%. (Fotos: Arquivo/Agência Brasil)

Um grupo de juristas está finalizando manifesto de apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). O texto critica o PT, a quem acusa de ter instalado no País um “projeto de poder em detrimento do povo”. Candidato do PT, Fernando Haddad também recebeu apoio de advogados. Em Brasília, está sendo elaborado um novo documento, acusando Bolsonaro de tentar controlar o Supremo ao propor aumentar para 21 o número de ministros. Será lançado no próximo dia 23 e tem como um dos signatários o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles.

Um grupo de mais de mil juristas e advogados assinou um manifesto no qual dizem que o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, é o único, “nesse segundo turno, capaz de garantir a continuidade do regime democrático e dos direitos que lhe são inerentes”. O documento deve ser entregue a Haddad nesta quinta-feira (18) em ato com integrantes da comunidade jurídica em São Paulo.

O grupo é formado por nomes ligados ao PT, como os ex-ministros José Eduardo Cardozo, Eugênio Aragão e Tarso Genro, mas também por profissionais que não são vinculados ao partido. Entre eles estão Alberto Toron, advogado de Aécio Neves (PSDB); Belisário dos Santos Júnior, secretário de Justiça no governo de Mário Covas (PSDB) em São Paulo; e Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, conhecido por advogar para empresários e políticos, entre eles nomes citados na Operação Lava-Jato.

Os juristas e advogados declaram apoio a Haddad “independentemente de eventuais diferenças programáticas”. Segundo eles, o petista seria capaz de garantir um “ambiente de paz, de tolerância e de garantia das liberdades públicas.”

O nome de Jair Bolsonaro (PSL), adversário do petista no segundo turno, não é citado no texto.

No documento, eles também afirmam que o Brasil chegou ao momento de se unir em torno da democracia, que apesar de discordâncias sobre crenças e valores seria o “ponto sobre o qual não discordamos”.

Segundo o grupo, a preservação da democracia “engloba a preservação daquilo pelo qual todos nós lutamos há tantas décadas – a dignidade das pessoas, o respeito aos direitos humanos e a justiça social.”

“A democracia só aceita disputas entre adversários, não entre inimigos, só admite a política, não a guerra, formas pacíficas de disputa, não violentas”, dizem. “A democracia só existe limitada pelos direitos dos indivíduos e das minorias, para que não se torne uma ditadura da maioria. Democracia é a paz com voz!”

O apoio dos juristas e advogados vem em um momento no qual Haddad enfrenta dificuldades de ampliar alianças no meio político. Apesar de alguns nomes já terem anunciado que não votarão em Bolsonaro, o PT ainda aguarda uma declaração aberta de apoio de nomes como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e até mesmo de integrantes do PSDB, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

 

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