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Brasil Juro bancário de pessoa física sobe e é recorde

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(Foto: Reprodução)

Os juros cobrados pelos bancos nas operações com pessoas físicas, excluindo o crédito imobiliário e rural, voltaram a subir no mês de julho e registraram o maior patamar da série histórica do BC (Banco Central), iniciada em março de 2011, segundo números divulgados pela autoridade monetária nessa quarta-feira.

No mês passado, os juros bancários subiram 1,1 ponto percentual, para 59,5% ao ano, contra 58,6% ao ano em junho. Foi o sétimo mês consecutivo de elevação na taxa de juros média das pessoas físicas.
Em todo este ano, o aumento foi de 9,9 pontos percentuais, visto que a taxa estava em 49,6% ao ano no fim de 2014.

Taxa básica

O aumento dos juros bancários acompanha a alta da Selic (a taxa básica de juros), fixada pelo BC a cada 45 dias para tentar conter a alta da inflação. Desde outubro de 2014, o BC vem subindo os juros ininterruptamente. Naquele momento, a taxa estava em 11% ao ano. No fim de julho, já havia avançado para 14,25% ao ano, um aumento de 3,25 pontos percentuais.

Os números mostram que os bancos elevaram suas taxas de juros ao consumidor de maneira mais intensa. Em setembro do ano passado, antes que o BC voltasse a elevar a Selic, os juros bancários para pessoas físicas estavam em 49,2% ao ano, avançando para 59,5% ao ano em junho – um aumento de 10,3 pontos percentuais, ou seja, mais do que três vezes a alta da taxa Selic.

Segundo levantamento feito pela consultoria Economatica para a BBC Brasil, apesar da desaceleração econômica, a rentabilidade sobre patrimônio dos grandes bancos de capital aberto no Brasil foi de 18,23% em 2014 – mais que o dobro da rentabilidade dos bancos norte-americanos (7,68%). (AG)

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