Segunda-feira, 10 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Juro do cartão se aproxima de 300% ao ano; taxa é a mais alta desde 1999

Compartilhe esta notícia:

Cartão de crédito continua sendo o vilão dos juros entre todas as modalidades pesquisadas (Foto: Ernesto Rodrigues/AE)

O cenário de maior inflação, aumento de juros e expectativa de maior inadimplência levaram a um novo aumento dos juros do cartão de crédito. A alta de abril, a terceira seguida neste segmento, fez a taxa chegar a 12,14% ao mês ou 295,48% ao ano, o que significa dizer que uma dívida de 1 mil reais no cartão se transforma, 12 meses depois, em 3.954,89 reais. Essa é a modalidade de crédito mais cara para a pessoa física, segundo levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças).

Essa taxa média de juros cobrada no cartão é a maior desde o mês de março de 1999, quando chegou a 13,45% ao mês, o equivalente a 354,63% ao ano.

Das seis linhas de crédito pesquisadas, todas tiveram suas taxas de juros elevadas no mês: crediário; cartão de crédito rotativo; cheque especial, CDC financiamento de veículos; empréstimo pessoal em bancos; e empréstimo pessoal em financeiras. Com todas essas altas, a taxa de juros média da pessoa física passou de 6,71% ao mês (118,00% ao ano) em março deste ano para 6,77% ao mês (119,48% ao ano) em abril, o maior valor desde julho de 2011.

Na avaliação do diretor executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, o atual ciclo econômico faz com que os bancos fiquem mais criteriosos e, por isso, elevam a taxa. Esse cenário tem como pano de fundo a redução da renda das famílias, que estão com menos verba disponível para o pagamento de dívida devido à inflação e o aumento de tarifas. Além disso, há a expectativa de crescimento das taxas
de desemprego.

“Tudo isto somado e o fato de que as expectativas para este ano são igualmente negativas quanto a todos estes fatores, existe a tendência de levar as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência”, avaliou Oliveira.

Segundo o diretor, como o BC (Banco Central) deverá continuar elevando a Selic (taxa básica de juros), que atualmente está em 13,25% ao ano, os juros para o consumidor continuarão em trajetória de alta.

A alta também é sentida pelas empresas. A taxa de juros média da pessoa jurídica passou de 3,89% ao mês (58,08% ao ano) em março para 3,97% ao mês (59,55% ao ano) em abril. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Inflação do aluguel perde força no início de maio
Nova teoria sobre morte de Bin Laden causa polêmica nos Estados Unidos
Pode te interessar