Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2026
Um caso de extorsão (obter dinheiro ou outro benefício mediante chantagem) no município gaúcho de Estância Velha (Vale do Sinos) motivou a condenação de cinco indivíduos a sentenças de um a sete anos de cadeia. Eles ameaçaram os herdeiros de imóvel para que desistissem de disputa judicial no âmbito de um inventário de bens.
De acordo com o Ministério Público (MP), o grupo utilizou personagens fictícios associados a uma facção criminosa para pressionar as vítimas, procuradas pessoalmente ou por meio de mensagens intimidadoras via celular – um chip chegou a ser habilitado exclusivamente para a farsa.
O cálculo das penas – variável conforme o papel desempenhado por cada indivíduo no esquema – levaram em conta os crimes de extorsão majorada, uso de falso contrato de compra e venda e notas promissórias forjadas, além de coação no curso da investigação. Também pesou contra parte dos réus a posse irregular de uma arma-de-fogo.
A investigação que originou o processo foi deflagrada em 2024, após operação do MP cujo saldo inclui a apreensão de celulares, documentos e uma arma-de-fogo na casa de um dos envolvidos. Dentre os réus está um advogado que atuava na causa.
Ele recebeu a maior sentença, que poderá ser cumprida em regime inicialmente semiaberto. Conforme a promotora Maristela Schneider, que atuou no caso, coube a esse réu a criação e montagem da estratégia jurídica utilizada para dar aparência de legalidade ao plano criminoso.
(Marcello Campos)
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