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Mundo Justiça da Flórida multa Donald Trump por ele entrar com processos frívolos e de motivação política

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Ex-presidente pode ser detido por causa de um suposto pagamento de US$ 130 mil a atriz pornô. (Foto: Reprodução)

A Justiça do estado da Flórida, nos Estados Unidos, multou o ex-presidente Donald Trump e um de seus advogados por terem protocolado processos contra Hillary Clinton e outros só para causar tumultos. O juiz Donald Middlebrooks afirmou que Trump costumeiramente abusa da boa fé da Justiça com processos frívolos que têm propósitos políticos. Isso, disse o juiz, atrapalha o sentido das regras da lei e na prática implica obstrução da Justiça.

Citando a recente ação legal de Trump contra o conselho do Prêmio Pulitzer, a procuradora-geral de Nova York Letitia James, grandes empresas de tecnologia e a CNN, ele descreveu Trump como “um litigante prolífico e sofisticado” que usa os tribunais “para se vingar de adversários políticos”.

“Ele é o mentor do abuso estratégico do processo judicial”, escreveu.

A decisão do juiz federal da Flórida ordenou que o ex-presidente americano Donald Trump e um de seus advogados paguem quase US$ 1 milhão em multas por entrar com um processo de má-fé contra mais de 30 supostos adversários políticos de Trump, incluindo a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-diretor do FBI diretor James Comey.

A decisão foi uma repreensão de peso a Trump, que raramente precisou enfrentar esse tipo de consequência em sua longa história de uso dos tribunais como arma contra rivais e parceiros de negócios, bem como ex-funcionários e repórteres.

Esse foi o mais recente revés para Trump, que enfrenta diversos problemas legais e investigações criminais. Seus advogados estão cada vez mais no foco da Justiça por suas ações nesses casos.

“Este caso nunca deveria ter sido aberto”, escreveu o juiz distrital Donald Middlebrooks em uma decisão de 46 páginas. “Sua inadequação como reivindicação legal ficou evidente desde o início. Nenhum advogado razoável o teria apresentado. Destinadas a um propósito político, nenhuma das acusações da queixa declarou uma reivindicação legal reconhecível.”

Embora Trump frequentemente culpe seus advogados por seus problemas, o juiz, em sua decisão abordou a história de Trump de usar os tribunais como um forma de pressão, um comportamento que remonta a décadas em sua carreira empresarial.

O juiz disse que Trump e a advogada que abriu o processo para ele, Alina Habba, e sua empresa, Habba Madaio & Associates, deveriam pagar US$ 937.989,39 (R$ 4,9 milhões). Nenhum porta-voz de Trump nem Habba responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Habba era a principal advogada de um grupo que entrou com a ação em nome de Trump em março do ano passado. Ela também representa Trump em sua defesa em ação ampla por fraude comandada pelo procurador-geral do estado de Nova York e em um caso aberto por E. Jean Carroll, uma mulher que alega que Trump a abusou na década de 1990.

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