Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Itália afasta argumento de dupla cidadania e autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil

Compartilhe esta notícia:

Zambelli deixou o Brasil em maio do ano passado

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Zambelli fugiu do Brasil em maio do ano passado. (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

A Justiça da Itália autorizou nessa quinta-feira (26) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Ela deixou o País em maio do ano passado, apesar de ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A decisão é da Corte de Apelação do país, que analisa o pedido de extradição feito pelo Supremo contra a ex-parlamentar. Ainda cabe recurso da defesa, antes de o caso ser levado para decisão final do governo italiano. A defesa de Zambelli já anunciou que vai recorrer. Não há prazo para uma resposta definitiva.

O processo que corre na Corte em Roma julga um pedido do Supremo para que Zambelli, presa após pedido da Interpol no país europeu, seja devolvida à Justiça brasileira.

Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos.

De lá, publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que era vítima de perseguição e que ainda pretendia provar sua inocência.

Como fugiu do País após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

O documento foi encaminhado pelo governo brasileiro a autoridades italianas. Para que seja cumprido, o pedido precisa receber o aval da Justiça na Itália. É justamente este processo que está em andamento.

Zambelli permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.

Prisão

Em julho do ano passado, o governo confirmou a prisão de Zambelli. Ela estava na lista vermelha da Interpol, e foi detida por forças de segurança do país europeu.

Após a prisão, Zambelli disse que preferia ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga.

Nos últimos meses, o processo de extradição de Zambelli enfrentou atrasos por diversos motivos e já teve quatro adiamentos de audiências.

Na primeira delas, no fim de novembro, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e na segunda, no mês seguinte, seus advogados apresentaram novos documentos à corte.

Cronologia

Em 15 de maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto por invadirem os sistemas do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os dois teriam incluído documentos falsos em sistemas oficiais, com objetivo de colocar em dúvida a legitimidade da Justiça brasileira.

Zambelli foi condenada à pena de 10 anos de prisão em regime inicial fechado e à perda do mandato, pois a pena a ser cumprida em regime fechado ultrapassa 120 dias (limite estabelecido pela Constituição Federal para ausência em sessões legislativas).

O hacker Delgatti, também condenado no processo, foi sentenciado a oito anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.

Em 25 de maio de 2025, Zambelli deixou o país pela fronteira com a Argentina. De lá, seguiu para os Estados Unidos, antes de pegar um voo para Roma.

Em 7 de junho de 2025, o STF decretou a prisão definitiva dos dois. A decisão foi tomada após ocorrer o trânsito em julgado do processo – quando não cabem mais recursos da defesa e a pena deve começar a ser cumprida de forma definitiva.

Na ocasião, Moraes rejeitou os últimos recursos de Zambelli e determinou o envio ao Ministério da Justiça do pedido de extradição. Zambelli estava licenciada do mandato e, segundo a PF, deixou o país dias antes, em 25 de maio, via fronteira com a Argentina.

Em dezembro, o STF reiterou a determinação que previu a cassação do mandato de Zambelli, revogando decisão contrária da Câmara dos Deputados. Três dias depois, ela entregou uma carta de renúncia à Casa.

Na mensagem, Zambelli afirmou que ter sido perseguida e que sua “história pública não foi forjada”.

“Afirmo: a verdade foi dita, a história foi escrita e a minha consciência permanece livre”, concluiu a ex-deputada.

O pedido de renúncia em nada afeta as condenações das quais Zambelli foi sentenciada. Assim, por mais que a defesa possa ter tentado “proteger” os direitos políticos da ex-parlamentar para que ela não fique inelegível, as condenações foram concluídas e já preveem o fim da possibilidade dela de se tornar elegível. (Com informações do portal de notícias g1)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

6 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Vanderlei Ochoa
26 de março de 2026 13:15

Direita é isso aí. E tem gente que vota nessas figuras…

Vanderlei Stefani
26 de março de 2026 12:47

Vai imitar o chefe com o golpe da doença, vitimismo, coitadismo…

Fernando Krause
26 de março de 2026 12:46

A jumentolândia lulopetista leu, mas não entendeu que esta não é a decisão final e que cabe recurso (terceiro parágrafo).

Vanderlei Stefani
26 de março de 2026 12:26

A pistoleira achou que fugindo para a Itália seria intocável lá , mas vai voltar na jaula para o Brasil e pagará por todos seus crimes em regime fechado, lá na Colmeia junto com as outras criminosas golpistas!

Jorge
26 de março de 2026 12:04

Essa mulher é a Erica Hilton da direita. Seres, que em função de suas lutas pessoais só trazem prejuízo para o lado que se identificam e que as recepcionou. Essa tira votos da direita e a outra da esquerda. São as famosas “inimigas na trincheira.” Todo mundo quer distancia.

Vanderlei Ochoa
26 de março de 2026 13:16
Responder para  Jorge

Essa tá boa…quaquaquaqua

Uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, Guns N’ Roses faz show em Porto Alegre
Grupo Servopa inaugura nova concessionária Hyundai na Avenida Ipiranga, em Porto Alegre
Pode te interessar

sem nada para mostrar

6
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x