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Rio Grande do Sul Justiça decide que médico acusado por morte de pacientes irá a júri no Rio Grande do Sul

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Data do julgamento ainda vai ser definida

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Data do julgamento ainda vai ser definida. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou parcialmente a denúncia do MP (Ministério Público) e decidiu que o médico João Batista do Couto Neto deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (4), aponta que o cirurgião é acusado seis homicídios qualificados de pacientes.

Segundo a justiça, a data do julgamento ainda vai ser definida. O médico deve responder pelos homicídios por motivo torpe e meio cruel, e pode ter a pena aumentada uma vez que cinco, das seis vítimas, tinham mais de 60 anos de idade.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, João teria agido por “omissão dolosa”, ao deixar de adotar técnicas e protocolos médicos adequados durante as cirurgias, no atendimento e acompanhamento do pós-operatório.

Segundo o MP, a ação do cirurgião teria resultado em graves complicações clínicas, como sepse e disfunção de diversos órgãos, o que provocou a morte das vítimas (quatro homens e duas mulheres, entre 55 e 80 anos) entre 2010 e 2022. A justiça aponta que autorizou o réu aguardar o julgamento em liberdade. No entanto, manteve medidas cautelares a serem cumpridas pelo médico, entre elas:

Suspensão integral do exercício da medicina até posterior deliberação judicial; proibição de se ausentar da Comarca de Novo Hamburgo sem prévia autorização judicial; proibição de ter qualquer tipo de contato, pessoal, virtual, direto ou indireto, com as supostas vítimas, familiares, testemunhas do processo e pacientes; proibição de frequentar estabelecimento médico de qualquer natureza, salvo na condição de paciente.

Procurado, o advogado Brunno de Lia Pires, que responde pela defesa do médico, afirmou que irá recorrer à decisão, a qual recebeu “com serenidade”. (Com informações de CNN)

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Rômulo Castagna
6 de fevereiro de 2026 19:39

Além do médico, também os governantes que autorizam faculdades de medicina sem as mínimas cinduções deveriam ser responsabilizadas pois usam de benesses para fabricação de profissionais incompetentes e manter votos de população carente

Vanderlei Ochoa
6 de fevereiro de 2026 07:53

Ninguém acima da lei. Brasil em franca mudança. Ninguém ficará impune diante de crimes cometidos. Sempre se passou a ideia de que a elite deveria ficar impune. Hoje vemos presidentes, militares, médicos, empresários, latifundiários, e políticos sendo julgados e condenados. Brasil deu uma guinada irreversível contra todos os bandido. Parabéns à justiça brasileira e ao melhor STF quer o Brasil já teve.

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