Sábado, 09 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de maio de 2017
O juiz federal Sérgio Moro decidiu, nesta segunda-feira (8) mudar o regime de prisão do ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira de temporária para preventiva. A determinação partiu de um pedido do MPF (Ministério Público Federal), com base nas investigações da 40ª fase da Operação Lava-Jato. Com isso, não há data para que ele possa deixar a cadeia.
No pedido, os procuradores alegam que o ex-gerente não conseguiu comprovar a origem de recursos que mantinha no exterior. Em depoimento, Ferreira disse que conseguiu a quantia a partir da venda de imóveis e que apenas não tinha declarado os valores à Receita Federal.
Além dele, outras três pessoas foram detidas na 40ª fase da Lava-Jato. Duas delas já estavam com mandados de prisão preventiva decretados. O outro preso é o ex-gerente da Petrobras Maurício Guedes de Oliveira. O prazo da prisão temporária dele, assim como a de Ferreira, terminava nesta segunda-feira. Moro determinou a soltura de Oliveira, pois nem o MPF, nem a Polícia Federal pediram que ele fosse mantido preso.
Apesar da soltura, o juiz determinou uma série de restrições a Oliveira. Entre elas estão a proibição de deixar o País e a entrega do passaporte.
De acordo com o MPF, o foco principal da operação são três ex-gerentes da área de Gás e Energia da Petrobras, suspeitos de receberem de mais de 100 milhões de reais em propinas de empreiteiras que eram contratadas pela estatal, além de operadores financeiros que utilizaram empresas de fachada para intermediar a propina. (AG)
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